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Empresas da Guarda apostam nas parcerias e na formação

Empresas da Guarda apostam nas parcerias e na formação

O grupo Sodecia, a Casa Agrícola dos Arais e a Ecolã são empresas que souberam resistir à crise económica nacional e que, através da inovação, acompanham o mercado e expandem os seus negócios.

O grupo Sodecia está presente na cidade da Guarda há cerca de 30 anos e tem uma importância industrial para a região considerável. A divisão “Safety & Mobility” produz para todo o mundo. No âmbito da Conferência “Crescimento e sustentabilidade na região da Guarda”, Marta Cláudio, responsável da Sodecia, apresentou a empresa e as principais linhas estratégicas.
Importa notar que o grupo Sodecia é de capital nacional e é um dos principais “players” da indústria automóvel, contando com perto de 7100 colaboradores. Ao longo do tempo foi mudando o seu portfólio de produtos e tem presença física num total de 14 países. O grupo está organizado por divisões e a holding está localizada na Maia. Entretanto, numa perspetiva de mudança constante e de adaptação às exigências do mercado, as divisões de “Powertrain” e “Safety & Interiors” estão num processo de fusão. “A Sodecia tem hoje uma presença global, como é característico da indústria automóvel. A internacionalização partiu do Brasil, tendo depois crescido na Alemanha e na China. Seguiram-se os Estados Unidos e o Canadá. Entretanto, tem-se verificado um crescimento assinalável na Europa e na Ásia, nos últimos anos”, acrescentou Marta Cláudio.
A Socedia tem 38 patentes ativas em produção, sendo que a empresa dá uma importância acrescida à vertente de investigação e desenvolvimento. Uma outra vertente que merece especial atenção é da responsabilidade social. Marta Cláudio referiu a este propósito: “As pessoas têm de estar devidamente preparadas. A qualidade e a educação andam de mão dadas. Este é um setor de atividade que morreria sem a necessária inovação. Por outro lado, damos destaque à proteção ambiental”, acrescentou. Em termos de volume de vendas, o ano passado ficou marcado pelo impacto da pandemia, com 759 milhões de euros, o que compara com os 922 milhões do exercício anterior. Entretanto, os problemas de fornecimento estão a penalizar particularmente o setor automóvel. “Está-se a passar um momento muito stressante”. Ainda assim, para este ano, a empresa espera um volume de vendas superior a 800 milhões de euros.

Casa Agricola dos Arais diversifica atividade

A Casa Agrícola dos Arais é uma empresa familiar agropecuária de Celorico da Beira, em fase de expansão na produção de queijos. Célia Silva, sócia-gerente, considera que a qualidade e a preservação das características da região são a base do negócio, bem como o seu eventual sucesso.
A empresa conta com cerca de 350 animais e existe a vontade de trabalhar exclusivamente com a raça autóctone e produzir apenas produtos endógenos, neste caso o tradicional Queijo da Serra, no âmbito da Denominação de Origem Protegida (DOP). A intenção da Casa Agrícola dos Arais é inovar e entrar em nichos de mercado, como as lojas e os restaurantes gourmet. A responsável da Casa Agrícola dos Arais conclui que a região tem condições para se promover de forma mais eficaz, sobretudo por via de uma maior cooperação entre os agentes económicos e as entidades públicas.

Tecido de burel chega a todo
o mundo

O tecido de burel é hoje utilizado nos mais variados setores e está presente em inúmeros países, com destaque para os nórdicos. Para que tal acontecesse, foi determinante a existência de empresas como a Ecolã, que soube afirmar-se num mercado muito difícil e dominado pelos tecidos sintéticos. João Assunção, responsável da Ecolã, acredita que existem condições para que este produto ancestral continue a conquistar quota de mercado.
João Assunção assume que as parcerias entre as microempresas são um fator fundamental no sucesso empresarial e a Ecolã tem essa preocupação. O empresário está decidido a resistir e a continuar a afirmar nos mercados o tecido de burel.
Ora, para que muitas empresas sobrevivam, considera determinante a formação profissional. “A Ecolã conta com 20 colaboradores, os quais tiveram de passar por um processo de formação durante quatro anos. Sem a formação a empresa não existiria. É importante que se aposte na formação em atividades que estejam ligadas diretamente à região.” João Assunção destaca ainda a responsabilidade social.
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