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Visão | Cloud Híbrida: o modelo mais consensual

Visão | Cloud Híbrida: o modelo mais consensual

Custos, escalabilidade, segurança e flexibilidade são os principais benefícios para as empresas que optam por uma cloud híbrida. O desafio para a mudança passa, contudo, por avaliar quais são os dados que permanecem na organização, quais os que podem ser migrados para cloud pública, e quais os que devem ser mantidos on-premise, em modelo cloud ou em modelo legacy.

Em 2022, estima-se que 90% das organizações a nível mundial tenham o seu negócio apoiado numa combinação híbrida de clouds privadas, públicas e plataformas legacy, de acordo com as suas necessidades. Os dados são da consultora IDC, mas vão ao encontro de outros dados do relatório ‘The Flexera 2020 State of the Cloud’, que aponta a escolha de uma estratégia híbrida a 87% das organizações a nível mundial, 93% das quais a apostar numa solução multicloud. Segundo esta pesquisa, atualmente, 75% dos dados gerados pelas empresas são criados e processados fora de um data center tradicional ou cloud. Estes dados ilustram um cenário de mudança que vinha já a desenhar-se desde 2018, mas que acelerou significativamente desde o início da pandemia, situação que impôs uma utilização imediata e intensiva de plataformas de serviço cloud de colaboração e produtividade.

O trabalho remoto a que grande parte das empresas em todo o mundo foram obrigadas, foi um dos fatores que mais impulsionou esta nova realidade. No entanto, outras razões como as vantagens do modelo ‘pay per use’ num contexto económico que não carece de investimentos avultados iniciais, ou a redução dos receios sobre a segurança de serviços cloud pela constatação que os serviços e dados obedecem a controlo, gestão e certificações também ajudaram à mudança. Hoje, “pode dizer-se que a adoção de cloud não é um destino, é um caminho para a transformação digital”, afirma Paulo Rego, Diretor de Produto e Pré-Venda da Altice Empresas. O Diretor de Produto e Pré-Venda da Altice Empresas acredita que a combinação de clouds públicas e privadas permitirá uma experiência consistente através de uma gestão unificada, e com vantagens evidentes para a maior parte das organizações. “A arquitetura híbrida permite melhorar a agilidade de TI e acelerar o desenvolvimento de software, manter uma forte integração entre ambientes cloud e on-premise, ou atender a requisitos específicos regulamentares”, destaca.

Mais integração, flexibilidade e agilidade
Uma das grandes diferenças no modelo de cloud híbrida é a integração entre ambientes. Enquanto a cloud ‘tradicional’ assenta num único ambiente de serviços disponibilizados por uma organização, o modelo híbrido potencia a ligação entre clouds de vários prestadores de serviços ou entre clouds públicas e privadas, permitindo a movimentação de serviços entre elas, de forma mais simples, o que alavanca a utilização de serviços provenientes de vários prestadores numa única arquitetura heterogénea. Na opinião de Paulo Rego, este modelo traz um conjunto de vantagens interessantes para as empresas. Por um lado, diz, “dispõem de uma maior diversidade no catálogo de serviços disponível, maior incentivo e facilidade à experimentação em ambientes controlados e de reduzida dimensão, maior fit com as necessidades do negócio e maior poder de negociação”. Por outro lado, e de forma mais transversal, as organizações podem contar com um aumento da segurança, privacidade, previsibilidade e soberania dos dados, além de uma redução da latência, custos e time-to-market.

Apesar de reconhecer que ainda existe um grande desafio de mudança de mentalidade em alguns segmentos do mercado, Paulo Rego acredita que as empresas nacionais estão cada vez mais conscientes da importância da cloud. Aliás, segundo a IDC, mais de dois terços das organizações em Portugal já utilizam serviços públicos ou privados de Cloud Computing, um número que deverá continuar a crescer até 2022. A flexibilidade e a agilidade inerentes ao modelo cloud estão a cativar cada vez mais os gestores nacionais que procuram arquiteturas de trabalho que garantam que a componente aplicacional também consegue ser híbrida, estar em qualquer local, e responder às necessidades que têm nos seus negócios. Uma procura crescente que acompanha a tendência global. De acordo com os dados do ‘Nutanix Enterprise Cloud Index’, nos últimos três anos são cada vez mais as empresas que desejam ter uma infraestrutura de TI híbrida, com cerca de 86% das organizações inquiridas na edição de 2020 a classificar o modelo híbrido como o seu modelo operacional preferido. Em simultâneo, quase metade (49%) das empresas espera evoluir para um modelo híbrido nos próximos 3 a 5 anos.

Na opinião do responsável da Altice Empresas, o grande desafio passa agora por definir uma estratégia de cloud, percebendo de forma clara quais são os dados que terão que ficar dentro da organização, on-premises e, quais os que podem ser migrados para cloud. “Este modelo tem um fit transversal no mercado, até porque cada vez mais empresas e organismos privados recorrem à cloud para crescer e experimentar novas abordagens com risco e investimento controlado”, salienta Paulo Rego.

Simplicidade e ponto único de contacto
Quando um dos objetivos na escolha de um modelo cloud é a simplificação do negócio e do acesso aos dados, é fundamental procurar uma solução ‘chave-na-mão’ que garanta uma gestão simplificada da arquitetura e um ponto único de contacto. Esta é também a proposta da Altice Empresas, cuja estratégia multicloud aposta numa abordagem que permite ao cliente “usufruir de qualquer serviço cloud, de qualquer cloud pública, oferecendo flexibilidade, simplicidade, integração de faturas e gestão de serviço, bem como um nível de suporte em português”, explica Paulo Rego. Com parcerias diretas com os principais fornecedores de clouds públicas, “queremos potenciar modelos de negócio competitivos, go to market conjunto e formação especializada”, acrescenta o responsável da Altice Empresas.

Recentemente, a empresa lançou uma oferta, em ambiente híbrido, inédita e única em Portugal que, como explica Paulo Rego, promove a transação de workloads de forma nativa entre a solução Cloud Híbrida Azure Stack Hub no Data Center Altice da Covilhã e a cloud pública Azure. Como principais vantagens, o responsável destaca a localização dos dados e execução dos serviços em território nacional, “dando resposta ao cumprimento de regulamentação em diversos setores”; a latência de rede no acesso aos mesmos; um catálogo de serviços sempre atualizado em conformidade com o roadmap da Microsoft; e a possibilidade de utilizar os serviços mesmo sem ligação ativa à cloud pública Microsoft.

Adicionalmente, a Altice Empresas disponibiliza um portal multicloud (solução Cloud Híbrida Multicloud) que permite aos clientes ter uma visão global de todas as subscrições e serviços das várias clouds, reporting em tempo real, e previsibilidade de custos através de análise de histórico e tendência de consumos. “A Microsoft Azure e a AWS são providers de mega clouds com quem a Altice Empresas tem modelo de revenda estabelecido”, explica Paulo Rego.

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