observador.ptobservador.pt - 11 jun 23:16

EMA solicita informações sobre infeções cardíacas em pessoas vacinadas. Os homens mais jovens são mais afetados

EMA solicita informações sobre infeções cardíacas em pessoas vacinadas. Os homens mais jovens são mais afetados

Segundo a Agência Europeia do Medicamento, a maioria dos casos de doenças inflamatórias do coração ocorridos após vacinação contra a Covid-19 afetou h...

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) exortou esta sexta-feira as farmacêuticas e os profissionais de saúde a relatarem casos de miocardite ou pericardite em pessoas que receberam as vacinas contra a Covid-19 aprovadas na União Europeia.

O regulador europeu adiantou, em comunicado, que estas notificações vão permitir completar a avaliação contínua que o Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) está a realizar sobre a eventual relação entre as vacinas e os casos de inflamações cardíacas.

“O PRAC continua a sua avaliação de notificações de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e pericardite (inflamação da membrana ao redor do coração) num pequeno número de pessoas após a vacinação” contra a Covid-19, avançou a EMA.

O plano de vacinação português, que se iniciou a 27 de dezembro de 2020, conta atualmente com as quatro vacinas contra o vírus SARS-CoV-2 aprovadas pela EMA para a União Europeia, produzidas pela Pfizer/BioNTech, pela Moderna, pela AstraZeneca, todas de duas doses, e pela Janssen, de toma única.

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Segundo a agência com sede em Amesterdão, a avaliação dos especialistas da EMA iniciou-se em abril, na sequência de casos de miocardite registados em Israel em pessoas que receberam a vacina Comirnaty, da farmacêutica Pfizer.

“A maioria desses casos foi leve e resolvida em poucos dias. Afetaram principalmente homens com menos de 30 anos, com os sintomas que começaram alguns dias após a vacinação com a segunda dose”, avançou o regulador.

No final de maio, tinham sido notificados no Espaço Económico Europeu (EEE), que inclui os 27 países da União Europeia e a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, 122 casos de miocardite em pessoas a quem foi administrada a vacina Comirnaty, 16 da Moderna e 38 Vaxzevria (AstraZeneca).

Em relação aos casos de pericardite, a EMA adiantou que, no mesmo período, registaram-se 126 notificações para a vacina Comirnaty, 18 para a Moderna, 47 para a Vaxzevria (novo nome dado à vacina AstraZeneca) e um para a Janssen.

Nos países do EEE já tinham sido administradas, até final do último mês, de 160 milhões de doses da Comirnaty, 19 milhões da Moderna, 40 milhões da Vaxzevria e dois milhões da Janssen.

São necessárias mais análises para concluir se existe relação causal com as vacinas e o PRAC já solicitou dados adicionais às empresas que as comercializam”, referiu a EMA.

A miocardite e pericardite são doenças inflamatórias do coração que podem ocorrer após infeções ou doenças imunológicas, apresentando como sintomas mais habituais a falta de ar, um batimento cardíaco forte que pode ser irregular e dor no peito.

A incidência de miocardite e pericardite no EEE varia entre 1 a 10 casos por 100 mil pessoas por ano, pacientes que, na maioria dos casos, recuperam sozinhas ou com tratamento, indica a EMA.

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