observador.ptobservador.pt - 11 jun 17:36

Caso dos ativistas anti-Putin. Câmara desmente envolvimento de militante do CDS

Caso dos ativistas anti-Putin. Câmara desmente envolvimento de militante do CDS

Autorização da manifestação foi tratada entre promotores e gabinete de apoio à presidência. Ao contrário do que foi sugerido, Alberto Laplaine, secret...

A secretaria-geral da Câmara Municipal de Lisboa desmente o envolvimento de Alberto Laplaine Guimarães, militante do CDS e pai de Francisco Laplaine, vice-presidente do partido, no envio dos dados pessoais de três ativistas anti-Putin às autoridades russas.

Numa nota a que o Observador teve acesso, a autarquia explica  que a secretaria-geral, dirigida precisamente por Alberto Laplaine, “não tem nenhuma responsabilidade funcional sobre o serviço que gere essa correspondência, nem lhe foi solicitado qualquer tipo de averiguação sobre o sucedido, sendo uma unidade orgânica completamente alheia a esse assunto.”

Os serviços da Câmara reagiam assim à informação divulgada pelo Diário de Notícias de que o democrata-cristão seria responsável pelo levantamento de todas as manifestações em que pudesse ter existido o envio de dados para autoridades estrangeiras.

Ainda que o DN não o tenha escrito, a sugestão de que Alberto Laplaine estaria envolvido no envio da informação pessoal dos manifestantes começou a ganhar força, com críticas à atuação do líder do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, em todo o processo.

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De resto, a informação sobre o alegado envolvimento de Alberto Laplaine no caso chegou a circular nos bastidores políticos durante a noite de quinta-feira. Mais uma vez, o democrata-cristão era apresentado como o possível responsável pelo sucedido.

Num primeiro momento, o Observador contactou Alberto Laplaine, que garantiu não ter qualquer envolvimento nem no envio dos dados relativos às manifestações, nem no levantamento dessas informações que está agora a ser feito. “A secretaria-geral da Câmara Municipal de Lisboa não tem nada a ver com isso.”

Depois, na referida nota, os serviços da secretaria-geral da autarquia reiteram que Laplaine não tem qualquer “responsabilidade funcional”. Além disso, na troca de e-mails entre os promotores da manifestação e a Câmara Municipal de Lisboa, a que o Observador teve acesso quando revelou o caso, é possível perceber que foi o gabinete de apoio à presidência da Câmara que liderou o processo e não a secretaria-geral.

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