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O adversário invisível que todos temem no Grande Prémio Douro Internacional

O adversário invisível que todos temem no Grande Prémio Douro Internacional

Calor tem fustigado o pelotão, forçando equipas a gastarem 100 bidões por etapa.

Um dos maiores adversários de pelotão neste Grande Prémio Douro Internacional tem sido o calor, que nas duas primeiras etapas da prova envolveu a caravana em temperaturas superiores a 30 graus, algo que os corredores ainda não tinham experienciado nesta temporada.

Perante esta canícula transmontana, os responsáveis das equipas estão a ter cuidados redobrados na hidratação dos ciclistas, levando para os carros de assistência cerca de uma centena de bidões para serem distribuídos durante a etapa.

"Os corredores mais experientes sabem que têm de ir bebendo água, mesmo quando não têm sede, mas aos mais jovens temos sempre de lhes recordar isso, pois com a adrenalina da corrida e o cansaço vão-se esquecendo e podem entrar em quebra", partilhou ao JN Joaquim Andrade, diretor desportivo da Antarte-Feirense.

O responsável explicou que o segredo para evitar a desidratação em etapas tão quentes como estas na região duriense "é ingerir líquidos de forma frequente ao longo da etapa e evitar o erro de beberem de forma desenfreada e de uma só vez".

Filipe Campos, corredor da equipa de sub-23 de Santa Maria da Feira, partilhou essa preocupação "em beber e comer antes de ter sede ou fome para evitar quebras de rendimento".

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O experiente César Fonte, da Kelly/Simoldes/UD Oliveirense, reconheceu que o corpo de um ciclista demora um pouco a habituar-se a estas vagas de calor. "Também prefiro o calor à chuva, e nestes dias sei que não posso dispensar o protetor solar antes da corrida e que tenho de beber dois a três bidões de líquidos por hora", disse o corredor natural de Viana do Castelo.

Já Tiago Machado, outro dos veteranos do pelotão nacional, confessou que, além da água na etapa, não dispensa depois um copo de vinho ao jantar. Em tom mais sério, corredor famalicense lembrou que "os ciclistas são uma classe à parte no panorama desportivo", lembrando que conseguem "adaptar-se a condições muitas vezes sobre-humanas, como esta de fazer esforço mesmo quando está muito calor".

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