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Incidência em Lisboa e Vale do Tejo ultrapassa a média do continente

Incidência em Lisboa e Vale do Tejo ultrapassa a média do continente

A região de Lisboa e Vale do Tejo apresentava, a 9 de junho, uma incidência cumulativa de 128 novos casos de covid-19 por 100 mil habitantes, ultrapassando a média do continente que foi de 83 infeções.

Só a região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) ultrapassou esta semana, no continente, a taxa média de incidência calculada a 14 dias por 100 mil habitantes.

Segundo o relatório "Monitorização das linhas vermelhas para a covid-19", divulgado esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a 9 de junho, LVT registava uma incidência de 128 casos por 100 mil habitantes, enquanto a média do continente estava nas 83 infeções, que representam uma "tendência crescente".

As restantes regiões ficaram abaixo da média: Algarve com 77, Norte com 60, Alentejo com 53 e Centro com 39.

Quanto à taxa de transmissibilidade (Rt), o documento adianta todas as regiões de saúde, à exceção da região Norte, apresentam valores superiores a 1. A média do continente é de 1,7. Há 25 dias (desde 13 de maio) que o Rt está acima de 1. A região de LVT apresenta um Rt de 1,12.

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Num outro documento, o dos parâmetros de transmissibilidade, o INSA atribui às restantes regiões os seguintes valores: Norte com 0,99, Algarve com 1,09, Centro e Alentejo ambas com 1,05.

Também neste parâmetro a tendência é de subida e a manter-se este crescimento, explica o relatório, o tempo necessário "para atingir a taxa de incidência acumulada será de 15 a 30 dias" para o continente.

Em relação às hospitalizações, a 9 de junho estavam internados 72 doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), o que correspondia a 29% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

Destes 34 estavam em hospitais de LVT. O grupo etário dos 50 aos 59 anos era o que contava com mais doentes graves (23).

Variantes na comunidade

Sobre as variantes em circulação, a Alpha (associada ao Reino Unido) é a predominante (88,4%). Até 9 de junho foram identificados 111 casos da Beta (África do Sul). E 142 casos da variante Gamma (Manaus, Brasil). Nos dois casos está confirmada a transmissão comunitária.

Em relação à variante Delta (Índia), foram detetados 101 casos a circular no país, divididos por duas linhagens. Destes, 92 correspondem à linhagem considerada como "variante de preocupação". A maioria (72%) foi identificada em LVT.

"A ausência de ligação epidemiológica para uma proporção importante dos casos, principalmente para os casos residentes na região de LVT, permite inferir a existência de circulação comunitária", lê-se no documento.

O texto cita a publicação "Public Health England" para confirmar que atualmente a variante Delta é a dominante no Reino Unido e que "parece estar associada a um maior risco de transmissibilidade e talvez de internamento" em comparação com a Alpha. Mas é ainda necessária mais evidência científica.

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