sol.sapo.ptAnabela Cruces - 9 jun 19:14

Educação ambiental e participação pública

Educação ambiental e participação pública

Apesar da aparente extensa lista de figuras de proteção do Património Natural, todos os dias nos deparamos com notícias e imagens que nos surpreendem por constituírem autênticos atentados afinal àquilo que se pretende proteger.

Por Anabela Cruces

Diretora da Licenciatura em Engenharia do Ambiente - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Temas que se encontram cada vez mais em discussão e que se trabalhados em conjunto garantirão uma cidadania coletiva mais assertiva. Como estão estes temas relacionados e de que modo o sucesso de um dependerá do outro?

Em maio a UNESCO apelou a todos os países, em vésperas da Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que integrem a temática da Educação Ambiental nos currículos escolares até 2025, afim de preparar os alunos para se adaptarem a um planeta em mudança, onde a salvaguarda da Biodiversidade se encontra na agenda para a próxima década. Acrescentaria aqui, salientando a que é imperativo que esta Educação Ambiental se estenda a todos os cidadãos, independentemente da idade e do enquadramento socioeconómico e social. Salientaria ainda com mais veemência que é imperativo que se sensibilizem as comunidades para a salvaguarda de todo o Património Natural, onde se inclui a Biodiversidade mas também a Geodiversidade.

Em Portugal são reconhecidos e classificados locais que constituem a Rede Fundamental de Conservação da Natureza, com especial destaque para a salvaguarda da Biodiversidade, onde se inclui a Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP – ICNF), a Rede Natura 2000, os sítios RAMSAR (SIC Sítios de Importância Comunitária e ZPE Zonas de Proteção Especial), as Reservas da Biosfera, a Reserva Ecológica Nacional. No entanto, também a Geodiversidade constitui um Património Natural que carece de proteção e divulgação. Como exemplos temos os Monumentos Naturais que integram a RNAP – ICNF, a Rede de Geossítios (sítios com interesse geológico) e a Rede de Geoparques da UNESCO, que integra atualmente cinco Geoparques portugueses na sua lista.

Por outro lado, é comum que as comunidades, por se encontrarem mal-esclarecidas, quando chamadas a participar em tomada de decisões optem por soluções que não se ajustam ao que se pretende proteger.

Percebe-se então que a Participação Pública, essencial num sistema onde se procura, uma corresponsabilização na gestão futura de determinado território, com base na recolha de opiniões, sugestões e outros contributos de todos os cidadãos, bem como das entidades interessadas na gestão do território, não faz sentido se estas não estão despertas para a importância da salvaguarda do Património Natural.

A Participação Pública será um sucesso se investirmos na Educação Ambiental das nossas comunidades!

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