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Mónica Calle e a dimensão secreta e íntima de um gesto repetido

Mónica Calle e a dimensão secreta e íntima de um gesto repetido

Entre 5 a 9 de Maio, a encenadora apresenta no Anfiteatro ao Ar Livre da Culturgest O Escuro que te Ilumina ou As Últimas Sete Palavras de Cristo. Inspirado por Beckett, acompanhado pela música de Haydn e criado com Bruno Candé Marques, assassinado

Muito — demasiado — mudou desde que Mónica Calle dirigiu os primeiros workshops com vista à criação de O Escuro que te Ilumina ou As Últimas Sete Palavras de Cristo. O cenário agora é o da a envolvência da Culturgest e do edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, enquanto antes a encenadora se reunia com os intérpretes num ringue da Zona J; agora há um cuidado jogo de luzes desenhado por Daniel Worm, enquanto antes Mónica e o seu assistente Sérgio Azevedo apontavam os faróis dos carros para o ringue onde ensaiavam; agora trabalham sobre a obra de Haydn As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz, enquanto antes a música vinha de peças de Shostakovich​ e Stravinsky compostas para ballets; antes, Bruno Candé Marques, um dos intérpretes do espectáculo, estava vivo, agora é um nome que conhecemos de cor enquanto vítima de um crime odioso.

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