observador.ptobservador.pt - 5 mai 09:31

Consórcio ibérico sobre "fake news" obtém financiamento da Comissão Europeia

Consórcio ibérico sobre "fake news" obtém financiamento da Comissão Europeia

O objetivo do consórcio é reunir conhecimentos sobre desinformação "online" e intercâmbio de resultados de investigação científica, bem como...

O ISCTE e a Universidade de Navarra obtiveram financiamento da Comissão Europeia num consórcio de 23 instituições ibéricas, entre as quais a Lusa, para criar um observatório para investigar os meios digitais e identificar ameaças de desinformação.

Com um financiamento de 1,47 milhões de euros, o Iberifier é um dos oito pólos regionais que farão parte do Observatório Europeu dos Media dos Media Digitais (EDMO, na sigla inglesa) da Comissão Europeia.

“É mais um projeto na área da desinformação em que a Lusa aposta desde há alguns anos e em relação à qual tende a ser uma referência”, afirmou a diretora de informação da Lusa, Luísa Meireles.

Além disso, é o “reconhecimento do papel da Lusa na luta contra a desinformação”, sublinhou.

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O Iberifier é um polo ibérico de investigação sobre meios digitais que reúne um consórcio de 23 parceiros em Espanha e Portugal, composto por 12 universidades, cinco organizações independentes de verificação de factos e agências noticiosas públicas, entre as quais a Lusa, e seis instituições líderes de investigação computacional, análise estratégica e investigação sobre meios de comunicação.

“Neste concurso em particular, o que está em causa é constituir um novo observatório”, que terá várias linhas de trabalho, acrescentou Luísa Meireles.

O projeto abrange quatro atividades: criação de um núcleo multinacional de investigação sobre meios digitais, abrangendo dois países com ecossistemas mediáticos altamente interligados; deteção, análise e divulgação de campanhas de desinformação nocivas a nível nacional, multinacional e da União Europeia (UE), e análise do seu impacto na sociedade e na democracia; atividades de literacia mediática a nível nacional e multinacional; e cooperação com autoridades nacionais em Espanha e Portugal, para o acompanhamento das políticas das plataformas em linha e do ecossistema dos meios digitais.

“Este observatório, que reúne a Universidade de Navarra, em Espanha, e o ISCTE, em Portugal” como líderes do projeto, “vai investigar as características e tendências do nosso ecossistema ibérico dos meios digitais e desenvolver algumas tecnologias de computador para a deteção precoce da desinformação, o que significa que nós, na Lusa, estamos particularmente bem posicionados, até porque ganhamos um outro concurso” onde esta área está contemplada, prosseguiu.

Este projeto está “circunscrito à Península Ibérica” e conta “com um amplo leque de parceiros, que nos permitirá ter um quadro apurado em relação à desinformação” nesta região.

Sobre o papel da Lusa neste projeto, a diretora de informação adiantou que, por um lado, vai ser “um agregador e disseminador de notícias relativas ao projeto Iberifier”, através do “site” Combatefakenews, de acordo com a escolha editorial da agência de notícias.

Por outro, “vamos participar em atividades de formação e qualificação profissional em técnicas de informação organizadas pelo Iberifier”, nomeadamente com a criação de “módulos” de cursos de literacia mediática para diversos públicos.

Tendo em conta que a Lusa não faz “fact-checking” (verificação de factos), a sua colaboração com o EDMO, núcleo central que irá coordenar os centros de verificação na Europa, será feita através de alertas sobre possíveis campanhas de desinformação de que tenha conhecimento em Portugal ou na zona lusófona e que possam ter uma dimensão europeia.

Com o apoio de organizações de meios de comunicação de ambos os países, o objetivo do consórcio é reunir conhecimentos sobre desinformação “online” e intercâmbio de resultados de investigação científica, bem como monitorizar as políticas das plataformas “online”.

A rede irá centrar as suas investigações jornalísticas e atividades de investigação em torno de vulnerabilidades emergentes dos meios digitais e campanhas de desinformação, de especial relevância no território ibérico, bem como na área linguística que compreende a região da América Latina, onde as línguas espanhola e portuguesa são faladas por mais de 600 milhões de pessoas.

Além do Iberifier, os restantes sete polos estão localizados na Irlanda, Holanda, República Checa, Dinamarca, Bélgica, França e Itália.

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