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Algarvia é volta da oportunidade para os ciclistas portugueses

Algarvia é volta da oportunidade para os ciclistas portugueses

Rui Costa e as equipas nacionais não têm a oposição habitual na Volta ao Algarve. A prova foi adiada de fevereiro para maio e acontece na semana em que começa a Volta a Itália. Pelotão está na estrada entre esta quinta-feira e domingo.

Arranca esta quarta-feira, e termina no domingo, a 47.ª Volta ao Algarve, já com a certeza de que a prova terá um novo vencedor e com Rui Costa como principal favorito. O líder da UAE-Emirates enverga o dorsal número 1 e conta na equipa com a asssitência dos compatriotas Ivo e Rui Oliveira.

Transferida de fevereiro, início do ano velocipédico, para maio, na véspera da Volta a Itália, que começa no sábado, 8 de maio, a Algarvia perde protagonismo e não conta, este ano, com um número tão elevado de grandes nomes internacionais, como é habitual.

Ainda assim, e além de Rui Costa, há outros ciclistas de destaque no pelotão internacional, que apesar de poderem não lutar pela geral, estarão na corrida por etapas, como são os casos de Sam Bennett, Pascal Ackermann, Nils Politt ou Diego Rosa. Nota também para a presença, por exemplo, do espanhol José Manuel Diaz, da Delko, que venceu a edição de este ano da Volta à Turquia.

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A Deceunick-QuickStep apresenta-se com um sete muito competitivo. Além de Bennett, conta com Shane Archbold, Kasper Asgreen, Davide Ballerini, Fabio Jakobsen, Michael Morkov e Bert van Lerberghe.

Esta poderá ser também a edição das equipas portuguesas, aproveitando o maio conhecimento que têm do traçado e a oposição menos reforçada do que o habitual. São nove em prova: W52/FC Porto, Tavfer-Measindot-Mortágua, Rádio Popular/Boavista, Louletano-Loulé Concelho, LA Alumínios/LA Sport, Kelly/Simoldes/Oliveirense, Efapel, Atum General/Tavira/Maria Nova Hotel e Antarte-Feirense.

Desde 2006 que a prova mais internacional do calendário luso não tem um vencedor nacional. O vencedor da última edição, em 2020, foi o belga Remco Evenepoel, da Deceunick. O ciclista, de 21 anos, sofreu uma queda violenta em agosto, na Volta à Lombardia, e só agora vai regressar à competição. É um dos corredores da equipa belga na Volta à Itália, ao lado de João Almeida.

A primeira etapa, que liga Lagos a Portimão, poderá ser mesmo um dos momentos altos desta Volta ao Algarve, uma vez que promete o primeiro frente a frente entre as duas figuras mais sonantes da 47.ª edição: o irlandês Sam Bennet (Deceuninck–QuickStep) e o alemão Pascal Ackermann (Bora-hansgrohe).

Os dois "sprinters" deverão disputar entre si o triunfo em Portimão, cidade que já não acolhia um final de etapa da prova desde 2012, ano em que o britânico Bradley Wiggins aí se impôs num contrarrelógio, meses antes de conquistar a Volta a França.

Mas, antes da chegada, que presumivelmente será discutida ao "sprint", os 175 ciclistas, de 25 equipas, sete das quais no WorldTour, terão 189,5 quilómetros para percorrer, a partir de Lagos, onde a partida simbólica será dada às 12h40.

Em Silves, ao quilómetro 61,7, está instalada a primeira das três metas volantes do dia, que antecede a contagem de montanha de terceira categoria da Picota (106,5).

Seguem-se os "sprints" intermédios de Ferreiras (aos 124,4 quilómetros) e do Porto de Lagos (160,5), antes de o pelotão rumar à Avenida São Lourenço da Barrosa, em Portimão, com a chegada prevista para as 17h34.

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