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Exame Informática | NASA não consegue evitar colisão de asteroide mortífero com a Terra

Exame Informática | NASA não consegue evitar colisão de asteroide mortífero com a Terra

Num mero exercício académico, uma equipa de investigadores da NASA foi confrontada com a probabilidade de um asteroide aparecer em rota de colisão com o nosso planeta e revelou-se incapaz de evitar o impacto

“Teríamos de aguentar a colisão” assumiu Lindley Johnson, Planetary Defense Officer da NASA. A especialista explica que o painel de cientistas da NASA foi confrontado com um dos cenários mais desafiantes de sempre durante a conferência International Academy of Astronautic’s Planetary Defense na semana passada e que a equipa simplesmente não conseguiu encontrar a solução para evitar o impacto, mesmo considerando a utilização de armas nucleares. O objetivo do exercício passa também por envolver as comunidades de gestão de crises e de resposta de emergência a cooperar e a pensar juntas na reação que teríamos de ter, enquanto planeta, para desviar um asteroide no espaço.

A equipa do Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS) do NASA JPL descreveu o objeto hipotético, com o nome 2021 PDC e foi partilhando informações ao longo dos quatro dias do evento. A 26 de abril, os participantes aprenderam que o objeto media entre 35 e 700 metros e que havia uma probabilidade de colisão de 1 para 20, algures para outubro deste ano. Ao segundo dia, houve um salto no tempo para 2 de maio e as observações permitiam concluir que havia uma probabilidade de 100% de impacto. A equipa de projeto, com várias centenas de participantes, acabou por assumir que seria impossível preparar uma missão espacial que pudesse desviar o asteroide ou realizar qualquer outra forma de mitigar o perigo e evitar a colisão atempadamente. A porta-voz assumiu que, dado o estado atual da tecnologia e a forma como as missões são executadas, são precisos pelo menos dois anos para a preparação e desenvolvimento, explica o Vice.

Ao terceiro dia do exercício, passamos para 30 de junho e aprendemos que a colisão vai acontecer numa região relativamente povoada da Europa Central. No último dia, os participantes tiveram de focar a discussão, a uma semana da colisão, em torno de planos de evacuação e de resposta a crises algures na região a sul de Praga.

Os especialistas referiram que não seria possível preparar e enviar uma nave para desviar a trajetória do asteroide em tão pouco tempo e que nem a hipótese de mitigação com recurso a uma arma nuclear seria viável. A recomendação foi o desenvolvimento de aeronaves de resposta rápida que possam ser colocadas em órbita com poucos dias ou semanas de antecedência.

Recorde-se que a NASA está a ultimar a missão DART (Double Asteroid Redirection System), uma missão que pretende estabelecer as bases para futuras tentativas de desvio de trajetórias de asteroides que ameacem a Terra. Noutro sentido, há ainda a NEOSM (Near-Earth Object Surveillance Mission) que pretende monitorizar o Sistema Solar em busca de asteroides potencialmente perigosos e que será lançada ainda este ano.

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