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50+1

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Campeonatos ganham-se e perdem-se; jogadores, treinadores e dirigentes chegam e vão; investidores entram e saem. O amor dos adeptos não está dependente de vitórias ou derrotas, não estão a beijar o distintivo deste clube hoje e amanhã de outros, não pagam as quotas de outro clube que não seja o seu.

A eternidade de um clube depende só e apenas dos seus adeptos. O futebol moderno, feito de capitalistas que tanto se lhes dá investir em fábricas de dedais como em clubes, de fundos de investimento que olham para um clube como um agricultor olha para uma vaca, de empresários que transformaram os jogadores em ativos e os tornaram em marionetes, está a matar o futebol que amamos porque nos está a roubar os nossos clubes.

Pensar que no meu muito amado F. C. Porto um qualquer vendedor de detergentes pode mandar mais do que todos os que o construíram é algo de inimaginável, é matar a alma do clube. Nesse momento, deixamos de ser nós a estar em campo, estará uma camisola parecida com a que já envergamos, mas será apenas uma marca feita de retornos de investimento, de ativos, de promoções.

Ter visto os adeptos do Manchester United revoltados, a exigir que o clube lhes seja devolvido, deu-me esperança. Revi-me naqueles adeptos. Não duvido que em cada um deles estava tão só o desejo de voltar a sentir o clube como deles. Que cada um, com a sua microscópica contribuição, pudesse decidir sobre os destinos do seu amor.

Pode ser que a ideia da Super Liga tenha servido para despertar consciências, se assim tiver sido eu mesmo agradecerei de joelhos no chão aos seus proponentes o involutório contributo para nos devolverem o verdadeiro futebol.

A subir

O Toni Martínez pode não ser um prodígio, pode não ter os atributos de um Falcao ou de um Jackson, mas é um lutador e deixa em campo tudo o que tem. É um jogador à F. C. Porto. Merece estar connosco.

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A descer

Ver o Marega maltratado pelos meus consócios revolta-me. Também me parece que o seu ciclo no clube acabou, mas o rapaz foi fundamental para os últimos títulos, deu sempre o máximo, foi sério e um ótimo profissional. Não há pior pecado que a ingratidão.

*Adepto do F. C. Porto

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