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A Casa do Design recorda “todo o desenho possível” de Tom, referência no design português

A Casa do Design recorda “todo o desenho possível” de Tom, referência no design português

A exposição TOM - Todo o desenho possível recorda as ilustrações de Tom, nome artístico de Thomaz de Mello, artista gráfico luso-brasileiro do século XX. É inaugurada esta sexta-feira, 9 de Abril, e fica até 16 de Maio na Casa do Design, em Matosinhos.

A Casa do Design, em Matosinhos, inaugura esta sexta-feira, 9 de Abril, uma exposição dedicada a Thomaz de Mello, artista gráfico luso-brasileiro de pseudónimo Tom, com obra referencial na ilustração, banda desenhada e publicidade, entre as décadas de 1920 e 1980.

A exposição TOM - Todo o desenho possível inclui ilustrações originais, publicações, figuras etnográficas, material gráfico e fotográfico, e outros elementos que “dão a conhecer a obra de uma das personalidades mais fascinantes das artes visuais portuguesas do século XX, cuja actividade de ilustrador e designer se desenvolveu desde os anos 20 até à sua morte, em 1990”, explica a Casa do Design, em comunicado.

A mostra é organizada em parceria pelas câmaras municipais de Matosinhos e de Setúbal e pela esad-idea, com curadoria de Jorge Silva, designer de comunicação, investigador e coleccionador. De acordo com a organização, esta exposição realiza-se no seguimento da exposição Os Bonecos de TOM, apresentada na Festa da Ilustração de 2020 em Setúbal, e faz-se acompanhar da publicação de carácter monográfico Tom: ilustração e design, co-editada com a Arranha-céus. A exposição ficará patente até 16 de Maio e terá um programa paralelo, apresentado “em breve”.

Citado no comunicado, o curador Jorge Silva refere que a “quem interessa entender a história do design português durante o século XX não deverá deixar de dedicar a devida atenção a um dos seus designers maiores, com actividade intensa entre as décadas de 1920 e 1980, multiplicando-se pela ilustração, design gráfico, design expositivo, design de interiores, design de mobiliário, design têxtil, de vidro e cerâmica”. O curador salienta também “o lado empresarial e o sentido cooperativo” que destacam Thomaz de Mello “como protagonista ímpar e de extraordinária relevância para o design português”.

Tom, nome artístico de Thomaz de Mello, nasceu no Rio de Janeiro em 1906 e emigrou, em 1928, para Portugal, onde morreu em 1990. De acordo com informações disponibilizadas pela organização da exposição, Tom foi “um dinâmico empresário”, co-responsável pela UP, a primeira galeria de arte moderna em Portugal, em 1933, e pela loja de mobiliário contemporâneo Artécnica, nos anos 1970.

Colaborou com os organismos oficiais de propaganda do Estado Novo, designadamente nos materiais de divulgação turística, e foi pioneiro nas artes do ferro forjado, mobiliário, vidro soprado, cerâmica e tapeçaria, com foco na modernização das artes populares, de que se destacam os seus bonecos regionais portugueses (duas séries, uma em 1939, outra em 1969), figuras de madeira esculpidas ao torno e pintadas em cores vivas.

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