observador.ptobservador.pt - 8 abr 21:53

Num jogo à porta fechada que teve um intruso em campo, a grande invasão acabou por ser aquele passe de Lindelöf

Num jogo à porta fechada que teve um intruso em campo, a grande invasão acabou por ser aquele passe de Lindelöf

Num jogo à porta fechada que teve um inexplicável invasor de campo, o Man. United venceu o Granada e parte em vantagem para a segunda mão. Rashford ab...

Numa decisão que não é muito habitual, Bruno Fernandes deu recentemente duas entrevistas extensas, uma à rádio e outra a uma revista. O médio português, que é uma das figuras do Manchester United desde que chegou a Inglaterra em fevereiro do ano passado, falou sobre a temporada nos red devils, sobre o que Ole Gunnar Solskjaer lhe disse quando trocou o Sporting pela Premier League e sobre os objetivos que tem. E não deixou de fora o mau feitio que não consegue evitar quando perde.

“O meu estado de espírito é muito mau no dia seguinte a uma derrota (…) Se me descrevesse numa única palavra, seria ‘exigente’. Posso ser difícil de perceber quando perdemos, tenho mesmo mau feitio! As pessoas que me são mais próximas sabem que não fico feliz quando perco. Era assim quando era miúdo e não mudei, por isso, eles sabem como lidar comigo. Normalmente, o meu pai liga-me no dia a seguir aos jogos, seja qual for o resultado. Se perdemos, não fala muito sobre o jogo mas tem sempre algumas palavras para mim. Ele foi jogador, o meu irmão também. Dizem-me o que fiz de errado e onde posso melhorar no próximo jogo”, explicou Bruno Fernandes à revista FourFourTwo, onde ainda delineou o plano para o Manchester United voltar a conquistar a Premier League a curto prazo.

Evening, lads ????

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— Manchester United (@ManUtd) April 8, 2021

“Ganhar mais jogos. É difícil em Inglaterra, porque os jogos são muito equilibrados. Todas as equipas têm uma chance de ganhar, é 50/50 antes de cada jogo e vemos isso nos resultados. Mas estamos melhores. Não podemos perder tantos pontos em casa como perdemos, mas temos estado em segundo e no início da temporada não existia muita gente a dizer que estaríamos em segundo. Depois de alguns jogos e de um mau arranque, ninguém dizia que o United podia chegar ao topo da tabela, mas nós ignorámos o que as pessoas estavam a dizer do lado de fora. Sabíamos o que tínhamos dito cá dentro, tínhamos confiança de que as coisas iam melhorar e melhoraram. Ainda temos de ser o melhor United que conseguirmos, mas melhorámos”, explicou o internacional português.

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À rádio talkSPORT, para além de garantir que a época não será positiva se o Manchester United conquistar a Liga Europa porque “não é uma época de sucesso quando se ganha apenas um troféu neste clube”, Bruno Fernandes recordou ainda uma das primeiras coisas que Solskjaer lhe disse quando chegou a Inglaterra. “Logo no início ele foi importante, disse-me para me expressar, para não ter medo de fazer o que estava a fazer no Sporting, para ser eu próprio. Isso é muito importante para um jogador sentir a confiança do treinador”, atirou.

????️ Estadio Municipal Nuevo Los Cármenes, Granada
???? Granada vs Manchester United

What will happen here? ????#UEL

— UEFA Europa League (@EuropaLeague) April 8, 2021

Ora, esta quinta-feira, o Manchester United continuava o caminho na única competição que ainda pode conquistar — a Liga Europa. A primeira mão dos quartos de final obrigava a uma visita ao surpreendente Granada, que nunca chegou tão longe nas competições europeias e onde jogam os portugueses Rui Silva, Domingos Duarte e Domingos Quina. Uma deslocação aparentemente simpática para o gigante United; mas onde não era possível esquecer que os espanhóis eliminaram o Nápoles nos 16 avos de final e derrotaram o PSV na fase de grupos. Bruno Fernandes era naturalmente titular nos red devils, com Rashford, Daniel James e Greenwood, sendo que Martial está lesionado; tal como Silva e Duarte também jogavam de início nos espanhóis, com o experiente Roberto Soldado na frente de ataque.

Numa primeira parte que teve uma inexplicável invasão de campo — até porque o jogo decorreu à porta fechada –, o Granada começou bem mas depressa perdeu o ímpeto inicial, oferecendo naturalmente a iniciativa ao Manchester United para depois jogar no erro do adversário. A equipa inglesa dominou por completo os primeiros 20 minutos mas aplicou pouca velocidade na partida, ao esbarrar na organização defensiva espanhola e na ausência de espaços para chegar a zonas de finalização. O encontro, que até então foi disputado praticamente sem balizas, só acelerou já perto da meia-hora, quando Rashford atirou ao lado a partir do vértice da grande área (27′) e Kenedy respondeu do outro lado com outro pontapé ao lado (28′).

De forma irónica, acabou por ser um dos melhores desenhos ofensivos do Granada a antecipar o golo do Manchester United. Soldado rematou à malha lateral depois de uma excelente incursão de Puertas na direita (30′) e De Gea, no pontapé de baliza consequente, começou a criar o lance decisivo: Lindelöf recebeu do guarda-redes e viu um enorme espaço nas costas da defesa, solicitando um movimento diagonal de Rashford; o avançado inglês soltou-se da marcação, recebeu de forma extraordinária o passe longo do central sueco e finalizou à saída de Rui Silva (31′). Até ao intervalo, os espanhóis ainda subiram os níveis de intensidade e passaram mais tempo no meio-campo adversário, com Herrera a acertar no poste depois de um livre (41′) e Soldado a atirar ao lado (42′), mas o Manchester United terminou mesmo a primeira parte a ganhar pela margem mínima.

Foi tão rápido que apanhou a realização de surpresa e QUE RECEÇÃO ???? @GranadaCdeF | @ManUtd | @MarcusRashford #sporttvportugal #uefaeuropaleague #europaleague #uel #ligaeuropa #manchesterunitedfc #manchesterunited #mufc #manunited #manutd #GranadaCF #Granada #GRAMUN pic.twitter.com/KXzyi9Okw3

— SPORT TV (@SPORTTVPortugal) April 8, 2021

Ao intervalo, e também face ao cartão amarelo que Luke Shaw tinha visto nos últimos minutos da primeira parte, Solskjaer jogou pelo seguro e tirou o lateral inglês para lançar Alex Telles. A segunda parte começou sem grande discernimento de ambas as partes, entre muitas faltas e poucas jogadas com princípio, meio e fim. Kenedy, com outro remate muito forte de fora de área que De Gea encaixou (50′), teve a primeira oportunidade do segundo tempo — que antecedeu um lance que preocupa o Granada e, eventualmente, a Seleção Nacional. Durante um carrinho para parar Daniel James, Domingos Duarte viu cartão amarelo, ficando automaticamente de fora da segunda mão, e acabou por lesionar-se no joelho, solicitando de imediato a substituição.

Sem grandes alterações na dinâmica da partida, o Manchester United não era muito acutilante mas mantinha-se globalmente bem, a pressionar nos sítios e nos momentos certos de forma a não permitir grandes aventuras ao Granada. Solskjaer, porém, sabia que um segundo golo fora poderia fazer a diferença no final da eliminatória: e lançou Cavani para o lugar de Rashford, poupando também o avançado inglês. Até ao fim, o jogo partiu e tornou-se algo imprevisível, com os red devils a alargarem mesmo a vantagem já nos últimos instantes através de uma grande penalidade sofrida e convertida por Bruno Fernandes (90′).

Rui Silva ou Bruno Fernandes? BRUNO! ???? @GranadaCdeF | @ManUtd | @B_Fernandes8 #sporttvportugal #uefaeuropaleague #europaleague #uel #ligaeuropa #manchesterunitedfc #manchesterunited #mufc #manunited #manutd #GranadaCF #Granada #GRAMUN #brunofernandes pic.twitter.com/V2oFDDe7PQ

— SPORT TV (@SPORTTVPortugal) April 8, 2021

O Manchester United venceu o Granada em Espanha na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa e parte em vantagem para a segunda — onde não poderá contar com Harry Maguire, McTominay e Luke Shaw, todos castigados pela acumulação de cartões amarelos. Num jogo que teve uma invasão de campo inexplicável, já que supostamente não existiam elementos exteriores aos dois clubes no interior do estádio, a grande invasão foi mesmo aquele passe de Lindelöf que deixou Rashford completamente isolado.

Two important away goals in the bag ????

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