observador.ptobservador.pt - 7 abr 22:49

As certezas de Roma e Bilbau, o otimismo de Londres, a indefinição de Dublin. Que cidades terão adeptos nos estádios no Euro-2020?

As certezas de Roma e Bilbau, o otimismo de Londres, a indefinição de Dublin. Que cidades terão adeptos nos estádios no Euro-2020?

No dia em que a UEFA recebe as propostas finais das 12 cidades do Euro-2020, é necessário perceber quais são as que garantem receber adeptos, as que a...

As decisões finais do Euro-2020 parecem estar finalmente a ser tomadas. Depois de um período de grande indefinição, entre a terceira vaga europeia e o início dos programas de vacinação, a UEFA recebe esta quarta-feira os planos de todas as 12 cidades-anfitriãs – incluindo, de forma prioritária, a expectativa ou não de receber adeptos nos estádios.

Entre o otimismo de Londres, as ressalvas de Munique, as garantias de Roma e Bilbau e os problemas de Dublin, o presidente da UEFA disse recentemente que todos os jogos do Campeonato da Europa terão de ter público: ou seja, que a recusa de qualquer cidade em receber adeptos significaria a exclusão desse mesmo local do calendário, mesmo que isso obrigasse a reduzir o plano original a “10 ou 11 países”.

Euro2020: UEFA admite reajustar plano para ter público em todos os estádios

“Temos vários cenários mas a garantia que posso dar é que a opção de disputar qualquer jogo do Euro 2020 num estádio vazio está completamente fora de questão. Cada anfitrião tem de garantir que vai receber adeptos nos seus jogos”, afirmou Aleksander Čeferin, acrescentando que percentagens como 10% da lotação total podem não ser suficientes para satisfazer os requisitos da UEFA.

Depois de entregues as propostas das 12 cidades, a UEFA deve anunciar os primeiros detalhes do Euro-2020 nas próximas 48 horas. Segue-se uma reunião do Comité Executivo a 19 de abril e outra do Congresso do organismo no dia seguinte, onde as decisões finais serão formalmente e definitivamente aprovadas. Mas em que pé está cada cidade, de Baku a Dublin?

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Baku, Estádio Olímpico

Sem que existam informações concisas sobre aquilo que será comunicado esta quarta-feira por parte da organização azeri, a verdade é que os antecedentes não apontam numa direção positiva. Uma das grandes datas no calendário desportivo do Azerbaijão, o Grande Prémio de Fórmula 1 na capital do país, vai decorrer sem público durante o mês de junho – e escassos seis dias antes do País de Gales-Suíça, no dia 12, o primeiro de quatro encontros do Campeonato da Europa que estão agendados para o Estádio Olímpico de Baku.

Ainda assim, e apesar de os eventos de massas ainda não terem uma data de regresso, dificilmente o Azerbaijão vai desperdiçar a oportunidade de organizar os jogos programados. O esforço do país para entrar no calendário desportivo europeu já incluiu a final da Liga Europa de 2019, entre o Chelsea e o Arsenal, assim como os Europeus de atletismo em 2015, pelo que a ideia deve passar por continuar a seguir essa lógica e continuar a fazer parte do Euro 2020.

UEFA levanta limite de 30% de público nos estádios e atribui decisão às autoridades locais

São Petersburgo, Krestovsky Stadium

As declarações russas quanto ao Euro-2020 têm sido bastante otimistas. Alexei Sorokin, o presidente da taskforce que foi criada para organizar os quatro jogos alocados a São Petersburgo, disse na semana passada que “já existe um acordo para ter as bancadas com 50% da capacidade”. “A situação da Covid-19 em São Petersburgo e na Rússia, no geral, parece francamente boa”, acrescentou, em declarações à RIA Novosti, a agência pública de notícias do país.

50% da capacidade do Krestovsky Stadium corresponde a cerca de 30 mil espectadores. O estádio do Zenit, que em 2018 foi palco de uma das meias-finais do último Mundial, vai receber os três jogos da seleção russa na fase de grupos e ainda uma das partidas dos quartos de final. A Rússia acredita que já ultrapassou o pior da pandemia e Vladimir Putin já indicou que a imunidade de grupo deverá ser atingida este verão, para além de que delineou planos que incluem ter 60% da população adulta vacinada até julho.

De recordar que o Zenit recebeu mais de 22.500 adeptos no último jogo que realizou em casa, contra o Azhmat Grozny a 14 de março, e ofereceu uma dose da vacina russa Sputnik V a todas as pessoas que se deslocaram ao estádio para assistir à partida.

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O Krestovsky Stadium, o estádio do Zenit, deve receber cerca de 30 mil espectadores

Copenhaga, Parken Stadium

O Parken Stadium é o recinto mais pequeno dos 12 que vão receber jogos do Campeonato da Europa e o governo dinamarquês parece estar comprometido com a ideia de não abdicar do estatuto de cidade-anfitriã. Joy Mogensen, o ministro da Cultura, disse na semana passada que “pelo menos” 12 mil adeptos poderão assistir às três partidas da Dinamarca na fase de grupos, contra a Finlândia, a Bélgica e a Rússia.

“O Campeonato da Europa de futebol em solo dinamarquês. Essas palavras dizem tudo. É a primeira vez que isto está a acontecer. Por isso, tem uma mensagem especial. O que podemos dizer agora é que pelo menos teremos 12 mil adeptos no estádio, a não ser que o grupo de especialistas tenha uma recomendação que permita um número mais alto”, disse Mogensen.

O estádio do Copenhaga, que tem 38 mil lugares, também vai receber uma das partidas dos oitavos de final e a ideia é aproveitar a experiência do último verão, quando um número limitado de adeptos assistiu a alguns jogos do campeonato dinamarquês, mantendo sempre a distância de um metro.

Euro2020: UEFA estuda possibilidade de autorizar mais de 23 jogadores por seleção

Bucareste, Arena Nationala

A capital da Roménia apoiou recentemente a UEFA, quando aceitou receber a primeira mão da eliminatória dos oitavos de final da Liga dos Campeões, entre o Chelsea e o Atl. Madrid, para responder às restrições impostas pelo Reino Unido. O que não significa que os jogos do Euro 2020 agendados para Bucareste não acarretem algumas complicações.

Como vários países europeus, a Roménia está a atravessar a terceira vaga da pandemia e os números têm atingido novos recordes nos últimos dias. Num comunicado recente, a Federação romena afirmou que está a ser preparado “um plano de acesso para espectadores na proporção de 25% da capacidade da Arena Nationala”. “O plano de acesso de 25% da capacidade foi apoiado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e teve consenso do Comité Interministerial para o Euro 2020, numa reunião a 3 de março. Estamos à espera da transformação desse consenso num decreto governamental”, podia ler-se.

Num país onde o otimismo reside na vacinação, a Arena Nationala é um estádio com 55 mil lugares – ou seja, cerca de 13.500 poderão ter a possibilidade de assistir a três jogos do Grupo C, com a Áustria, a Macedónia do Norte e a Ucrânia, e ainda uma partida dos oitavos de final.

Germany Training Session

A Arena Nationala, na capital da Roménia, deve receber cerca de 25% da capacidade total

Budapeste, Puskás Aréna

Tal como Bucareste, também Budapeste tem respondido aos apelos recentes da UEFA: a capital húngara recebeu os quatro jogos das eliminatórias europeias entre o Liverpool e o RB Leipzig e o Manchester City e o Borussia Mönchengladbach, em resposta às restrições britânicas. A ideia generalizada é que o país quer receber o máximo de adeptos possível – tal como fez ainda em setembro, na Supertaça Europeia entre o Bayern Munique e o Sevilha, quando ainda de forma controversa abriu a porta a um quarto dos 67 mil adeptos da Puskás Aréna.

A Seleção Nacional joga em Budapeste a 15 e a 23 de junho, primeiro contra a Hungria e depois contra França. Ainda que não existam números nem percentagens oficiais, a verdade é que são praticamente dados adquiridos o facto de o país ser uma das cidadas-anfitriãs do Euro 2020 e de autorizar a presença de público no estádio. Aliás: com o nível de investimento governamental que tem sido dedicado à organização de processos e infraestruturas, Budapeste é até um dos locais favoritos a receber mais jogos caso algumas cidades acabem por ficar de fora do calendário.

Covid-19: UEFA vai permitir adeptos na Supertaça Europeia de Budapeste

Amesterdão, Johann Cruyff Arena

Muito do que poderá ou não acontecer na Holanda está relacionado com os eventos-piloto que têm sido organizados no país para acelerar o regresso das grandes multidões a locais públicos. Tudo começou com algumas centenas em dois jogos da segunda divisão holandesa, depois foram 1.300 pessoas num concerto e o teste decisivo aconteceu no Holanda-Letónia, o recente jogo da qualificação para o Mundial 2022 que aconteceu na Johan Cruyff Arena e que teve 5.000 adeptos nas bancadas.

Todas as pessoas envolvidas nos três eventos tiveram de ser testadas – e, obviamente, dar negativo – para entrarem nos locais e o encontro da seleção contra a Letónia é a grande prova de que existem planos para que a reta final da temporada na Holanda já tenha adeptos nos estádios. Ainda assim, a comunicação do governo tem apontado para o objetivo de regressar aos eventos de massas sem distanciamento social a partir de 1 de julho, sendo que Amesterdão recebe os três jogos da Holanda na fase de grupos antes disso, assim como um encontro dos oitavos de final.

Os números relacionados com a Covid-19 têm subido nas últimas três semanas, tal como está a acontecer em vários países da Europa, mas a verdade é que a decisão final das instituições holandesas está mesmo dependente dos resultados dos três testes-piloto.

Ajax v Eintracht Frankfurt - Club Friendly

Os jogos do Euro-2020 em terreno holandês terão lugar no estádio do Ajax, em Amesterdão

Munique, Allianz Arena

A Alemanha é talvez o país, de entre todos, para quem a deadline desta quarta-feira foi mais incomodativa. Com a enorme possibilidade de entrar num terceiro confinamento geral e logo depois de uma Páscoa muito restrita e com regras severas, não existem grandes condições para dar qualquer tipo de certezas sobre a presença de adeptos nos estádios em junho. Algo que Dieter Reiter, o autarca da cidade de Munique, deixou bem claro nas últimas semanas.

“Neste momento, não é possível fazer qualquer comunicação sobre se a pandemia de Covid-19 vai ou não permitir a presença de espectadores em junho”, disse o político, que está a ser pressionado pela Federação alemã para seguir em frente com os planos de abrir os estádios. “Peço à cidade de Munique e ao governo regional da Bavária que façam todos os esforços para apresentar um cenário sólido que permita, pelo menos, a presença de uma porção do público nos jogos em Munique”, afirmou Rainer Koch, o vice-presidente da Federação, já esta semana.

Portugal joga em Munique a 19 de junho, contra a Alemanha, sendo que a Allianz Arena também recebe as partidas da seleção alemã contra a Hungria e França, para além de um encontro dos quartos de final. Num país onde apenas 10% da população adulta já recebeu a primeira dose da vacina, alguns estádios puderam receber adeptos na altura do outono, antes do ressurgimento dos números – o Borussia Dortmund, por exemplo, chegou a ter 10 mil adeptos nas bancadas. Em Munique, porém, as novas infeções nunca caíram o suficiente para permitir estes testes e o Bayern joga sem qualquer adepto desde março de 2020.

UEFA mantém a intenção de realizar Euro2020 em 12 cidades

Roma, Estádio Olímpico

A capital italiana é uma das poucas cidades onde já existem certezas. Esta terça-feira, a Federação do país anunciou que o governo tinha dado luz verde à presença de adeptos no Estádio Olímpico – incluindo na partida que marca o arranque do Campeonato da Europa, o Itália-Turquia do dia 11 de junho.

“O ministro da Saúde disse-nos que os conselheiros científicos do governo vão identificar as melhores soluções para permitir que o público esteja no Estádio Olímpico de Roma no Campeonato da Europa. Vamos cooperar com sinergias e com o sub-secretário do Desporto, que é quem nos está a acompanhar neste caminho. Recebemos um sinal forte para este recomeço, que vamos prontamente comunicar à UEFA. A boa vontade do governo italiano é uma excelente notícia que é boa não só para todo o país como também para o futebol”, disse Gabriele Gravina, o presidente da Federação.

A esperança italiana, ao que parece, reside numa aplicação chamada Mitiga, que terá de ser usada por todas as pessoas que tenham bilhete, já que será necessário apresentar um teste negativo ou um comprovativo de vacinação para entrar nos estádios. Sem que existam ainda números oficiais, a comunicação social do país indica que serão permitidos 28 mil adeptos – todos italianos, sem estrangeiros –, cerca de 30% dos 70 mil lugares do recinto da Roma.

Itália não recebe qualquer jogo com adeptos desde março de 2020, o início da pandemia na Europa. Ainda assim, existem rumores de que a final da Taça, entre a Juventus e a Atalanta e agendada para o dia 19 de maio, poderá funcionar como um dos primeiros testes para o regresso do público aos estádios.

AS Roma v Bayer Leverkusen

O estádio da Roma vai receber o jogo inaugural do Campeonato da Europa, a 11 de junho: o Itália-Turquia

Glasgow, Hampden Park

Na Escócia, o entusiasmo é grande: o país não marca presença numa fase final de uma grande competição desde 1988 e nunca recebeu qualquer jogo de um Europeu ou Mundial, pelo que a possibilidade de ver a seleção atuar em Hampden Park é praticamente única. Nada, porém, é assim tão fácil.

Segundo a imprensa escocesa, o país ainda não tem planos concretos para o regresso dos adeptos aos estádios nas competições nacionais. A última atualização do governo, porém, abriu a porta à possibilidade de o público poder voltar aos eventos desportivos a partir de junho, o mês em que as restrições atualmente em vigor entram no patamar mais reduzido. “Estou mais otimista em relação a tudo isso. Não posso garantir nada, tendo em conta que estamos a lidar com um vírus destes. Mas se continuarmos a fazer todas as coisas certas e se o programa de vacinação continuar a correr bem, acho que temos todos os motivos para ser esperançosos”, disse a primeira-ministra Nicola Sturgeon.

Na Escócia, contudo, o assunto acaba por ser tão político como desportivo. As eleições legislativas estão marcadas para o dia 6 de maio e a decisão de recuar na participação no Euro 2020, deixando os jogos da seleção escocesa partirem para Inglaterra ou para qualquer outro país, seria um golpe duro na campanha de Sturgeon. Em teoria, o estádio de Glasgow vai receber três jogos do Grupo D, incluindo os confrontos da seleção escocesa com a República Checa e a Croácia, para além de uma partida dos oitavos de final.

“Tal como a primeira-ministra já disse, temos a intenção de manter o evento na Escócia e temos a esperança de que os jogos possam decorrer com espectadores. O governo escocês está a trabalhar com vários parceiros, incluindo a Federação, para preparar os jogos deste verão em Hampden Park. Os parceiros estão em contacto regular com a UEFA, que vai rever o cenário de cada um dos anfitriões em abril antes de confirmar as propostas finais”, disse o governo do país, recentemente, num comunicado enviado ao The Athletic.

“O bom e velho futebol, com adeptos, vai voltar em breve”. O otimismo de Ceferin, presidente da UEFA, porque “o pessimismo mata”

Londres, Wembley Stadium

Nenhum estádio vai receber tantos jogos como Wembley: sete, incluindo as duas meias-finais e a final. Ainda assim, Londres é provavelmente a cidade mais empenhada em cumprir com todos os requisitos enumerados pela UEFA – de forma a garantir que continua a ser o local mais importante da competição e que, caso seja necessário, é a primeira opção para receber mais jogos que tenham de ser reagendados.

Com um número de vítimas mortais muito elevado, perto das 130 mil, o Reino Unido tem procurado recuperar com um programa de vacinação muito eficiente e muito alargado (50% da população adulta já foi vacinada), que acaba por oferecer esperança para atingir tempos melhores e também cristaliza os planos para receber milhares de pessoas em Wembley. Só este mês, como parte da última fase de desconfinamento, o país vai realizar dois grandes eventos-piloto no panorama desportivo: uma das meias-finais da Taça de Inglaterra vai receber 10 mil pessoas, enquanto que as últimas duas jornadas da Premier League vão permitir o mesmo número de adeptos em todos os estádios.

A grande questão, como em praticamente todo o lado, é ainda a percentagem de adeptos que poderá estar em Wembley durante as partidas da fase de grupos, a dos oitavos de final, as meias-finais e a final. Oliver Dowden, o ministro da Cultura, disse recentemente que o número final ainda está a ser decidido – ainda que a final, agendada para o dia 11 de julho, aconteça já depois de estarem levantadas todas as restrições. “Não posso garantir que vamos ter o estádio completamente cheio mas claro que esse é um objetivo. Receber 45 mil pessoas, 50% da capacidade, vai ser o nosso alvo inicial”, acrescentou Nigel Huddleston, o secretário de Estado do Desporto, em declarações ao The Times.

Acelerar da pandemia leva UEFA a ponderar realizar Euro 2020 num único país

Bilbau, San Mamés

Outro dos locais onde o panorama já foi bastante complexo mas onde tudo parece já estar bastante decidido. Esta quarta-feira, a autarquia de Bilbau confirmou que o San Mamés poderá receber cerca de 14 mil espectadores, algo como 25% da capacidade do estádio, e que foi essa informação que seguiu para a UEFA. As autoridades regionais indicaram que, “após várias semanas de trabalho conjunto”, apresentar a proposta de lotação do recinto “com base nos critério fornecidos”, tendo em conta a pandemia e “de acordo com os indicadores e valores determinados pelas autoridades de saúde”.

Um cenário otimista tendo em conta que o País Basco continua sob restrições severas, que devem permanecer em vigor até junho, a não ser que os números associados à pandemia quebrem repentinamente. Em Bilbau, o problema principal vai agora ser outro: o facto de esta ser a primeira vez, desde 1967, em que a seleção espanhola vai jogar em solo basco. Algo que não agrada a todos, como já se percebeu desde que um drone caiu no relvado do San Mamés durante uma partida recente do Athl. Bilbao, a rejeitar a realização das partidas no estádio.

O San Mamés, que originalmente tem mais 53.300 lugares, vai receber todos os jogos de Espanha durante a fase de grupos – contra a Suécia, a Polónia e a Eslováquia – e ainda um dos encontros dos oitavos de final.

Athletic Club v SK Rapid Wien - UEFA Europa League

O estádio do Athl. Bilbao vai receber todos os jogos da seleção espanhola durante a fase de grupos

Dublin, Aviva Stadium

A cidade com mais dúvidas. A Irlanda tem estado sob fortes medidas de restrição nos últimos quatro meses e o avanço lento do programa de vacinação tem ajudado pouco. Micheál Martin, o primeiro-ministro irlandês, apresentou recentemente planos para reduzir as limitações nas próximas semanas, com o desconfinamento a acelerar a partir de maio e junho, mas a Federação do país não tem dado qualquer garantia sobre a presença de adeptos no Aviva Stadium durante o Europeu.

“Não sei quantas capitais é que vão conseguir ter espectadores, tendo em conta a forma como o vírus se está a espalhar na Europa. Continuam a existir conversas constantes com a UEFA em relação a esse assunto e vamos ver como é que tudo evolui”, disse Martin, naquele que acaba por ser o discurso mais pessimista de todos os países que fazem parte do calendário. O Aviva Stadium, que tem mais de 50 mil lugares, vai receber três partidas do Grupo E e ainda um encontro dos oitavos de final.

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