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Powell dá força às bolsas europeias. Juros da Zona Euro continuam a subir

Powell dá força às bolsas europeias. Juros da Zona Euro continuam a subir

Acompanhe aqui o dia nos mercados.
24.02.2021 Powell dá nova força a ações europeias

As ações europeias subiram interromperam um mini clcio de quedas, à boleia dos comentários de Jerome Powell, líder da Reserva Federal dos Estados Unidos, que voltou a sugerir que não ia abrandar nos estímulos monetários. 

Depois de ontem ter testemunhado no comité das Finanças, no Congresso norte-americano, hoje voltou a reafirmar que o caminho para a recuperação económica é lento e que será necessário os bancos centrais estarem comprometidos em continuar a estimular a economia.

O Stoxx 600 fechou com um ganho de 0,5%, com o setor do turismo (+ 1,9%) a liderar os ganhos entre os setores na Europa, com esperanças que as férias de verão sejam retomadas este ano.

Depois, os setores da energia (+1,7%) e das empresas mineradoras (+1,5%) também subiram.

Em contraciclo estiveram as empresas de comunicação (-1%) e telecomunicações (-0,6%).

24.02.2021 Juros sobem na Europa

Os juros das dívidas públicas da Europa negoceiam em alta no mercado secundário, numa altura em que os investidores mostram maior apetite pelo risco e privilegiam ativos como as ações.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos seguem em máximos de Outubro passado, com um agravamento de 2,4 pontos base para 0,272%, ao passo que em Itália, na mesma maturidade, somam 4,2 pontos base para 0,684%.

No Reino Unido os juros das Gilts avançam 1,2 pontos base para 0,728%. Em Espanha registam um acréscimo de 2 pontos base para 0,39%.

Já as "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, seguem a mesma tendência, a somar 1,1 pontos base para -0,307%.

24.02.2021 Petróleo sobe apesar de aumento dos stocks nos EUA

Os preços do petróleo prosseguem o movimento de alta e nem o aumento das reservas norte-americanas de crude detém a escalada.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em abril avança 2,40% para 63,15 dólares por barril.

Já o contrato de abril do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 2,45% para 66,97 dólares.

Na semana passada, "ouro negro" foi especialmente sustentado pelos nevões em importantes estados produtores do sul dos Estados Unidos, como o Texas, Novo México e Oklahoma, que levaram à suspensão das operações nos poços e refinarias.

Os investidores estiveram a comprar em força, devido aos receios de que os nevões – especialmente no Texas, o maior estado produtor do país – pudessem perturbar a produção do petróleo de xisto (shale) nos EUA durante dias ou mesmo semanas.

Entretanto, o tempo começou a melhorar e as empresas de energia do Texas iniciaram na sexta-feira os preparativos para reabrirem os seus campos de petróleo e gás. Mas não será rápido e há ainda muitas perturbações nas operações, o que está a estimular os preços.

E nem o aumento dos inventários norte-americanos de crude, que na semana passada subiram em 1,29 milhões de barris, está a travar o movimento altista nos mercados.

A ajudar à subida das cotações está também a debilidade da nota verde, com o índice do dólar face a um cabaz de seis moedas de relevo a negociar perto de mínimos de seis semanas.

Uma vez que o petróleo é denominado em dólares, fica mais atrativo para os investidores quando a moeda norte-americana fragiliza.

Além disso, na próxima semana – a 4 de março – os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) vão reunir-se e espera-se que mantenham a sua política de redução da oferta. Os membros da OPEP+ têm cumprido as suas quotas, o que tem animado igualmente os preços.

24.02.2021 Libra dispara com fim do confinamento à vista para depois acalmar

A moeda britânica atingiu um máximo de 18 de abril de 2018 face ao dólar nesta sessão, na sequência de uma subida de 0,88% para os 1,4237 dólares. O otimismo verifica-se depois de anunciado um alívio nas restrições de circulação em vigor no Reino Unido. Contudo, os ganhos acabaram por aliviar até esta divisa estabilizar perto da linha de água, com uma descida de 0,04% para os 1,4107 dólares.

Face ao euro, a libra conta o ciclo de subidas mais prolongado desde meados de 2015 e a moeda única europeia chegou a perder 0,8% face à libra, a maior descida desde 4 de fevereiro.

O euro perde também face ao dólar, 0,23% para os 1,2122 dólares.

24.02.2021 Ouro encolhido perante Powell

O metal amarelo está a recuar 0,82% para os 1.790,90 dólares por onça, contando a segunda sessão consecutiva de quebras, e aproxima-se desta forma do mínimo de 2 de julho do ano passado que foi atingido na sessão de 19 de fevereiro.

Os investidores estão a pesar o discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, que sinalizou uma manutenção dos apoios à economia.

24.02.2021 Comentários de Powell insuficientes para segurar Wall Street no "verde"

Os principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quarta-feira em queda, depois de ontem terem conseguido recuperar parte das perdas, à boleia dos comentários do presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Por esta altura, o Dow Jones perde 0,16% para os 31.486,71 pontos e o S&P 500 derrapa 0,26% para os 3.871,62 pontos. Já o Nasdaq Composite recua 0,62% para os 13.381,02 pontos.

O setor da tecnologia, que tem sido um dos mais afetados nos últimos dias, continua a perder força, apesar do ganho da Tesla. Algumas gigantes como a Microsoft, a Alphabet, a Amazon e a Apple vão perdendo cerca de 1%.

A Tesla, que chegou a ganhar 4% na pré-abertura de mercado, sobe agora 1,5% depois de a famosa investidora Cathie Wood ter comprado mais 171 milhões de dólares em ações da empresa, aproveitando a recente queda. 

Numa altura em que os investidores estão com receio de uma subida exponencial da inflação no país, o que poderia levar a um recuo por parte dos bancos centrais, Jerome Powell, líder da Fed, pôs alguma água na fervura, mas ainda assim não o suficiente para dar um forte impulso aos mercados.

No Congresso norte-americano, o líder do banco central reforçou a ideia de que o caminho para a recuperação económica "é longo", sugerindo assim que não é ainda a altura de pensar em aliviar o pacote de estímulos.

24.02.2021 Ações europeias descem pela terceira sessão

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas, depois de duas sessões consecutivas de ganhos, com os investidores a digerirem as mais recentes indicações da Fed sobre o rumo da política monetária.

Ontem, o presidente do banco central garantiu que a política monetária expansionista não será alterada até que haja sinais de "progressos substanciais" em direção à meta de inflação da Fed e que a recente subida dos juros é uma "declaração de confiança" na recuperação económica robusta.

Apesar desta mensagem, não se dissiparam totalmente os receios no mercado de uma subida da inflação, o que está a manter os investidores com o pé fora do acelerador.

Nesta altura, o índice que reúne as maiores cotadas da Europa, o Stoxx600, desce 0,02% para 411,24 pontos.

Por cá, o PSI-20 avança 0,27% para 4.742,30 pontos, apoiado sobretudo nos ganhos do grupo EDP.

24.02.2021 Juros na Zona Euro com queda pouco acentuada

Os juros da dívida da generalidade dos países da Zona Euro seguem com uma descida pouco acentuada.
 

Em Portugal, os juros da dívida a dez anos descem 0,1 pontos para 0,247% e em Espanha contrariam a tendência com um avanço ligeiro de 0,2 pontos para 0,362%. Na Alemanha, a yield a dez anos recua 0,5 pontos para -0,323% e em Itália desliza 0,5 pontos para 0,637%.

24.02.2021 Ouro pouco alterado

Em contraciclo com o dólar, o ouro segue com uma subida muito ligeira, apoiado na garantia de que o banco central dos Estados Unidos não irá reverter a sua política acomodatícia no curto prazo, o que deverá manter os juros baixos e, assim, a atratividade do metal precioso.

"O ouro vai continuar a atrair investidores com a Fed a permanecer ‘dovish’ por pelo menos mais um ou dois anos", afirma Edward Moya, analista sénior na Oanda, citado pela Bloomberg, acrescentando que os gastos com infraestrutura e uma "longa luta" para recuperar 10 milhões de empregos sugerem que o interesse pelo ouro não vai desaparecer tão cedo.

Nesta altura, o metal precioso avança ligeiros 0,03% para 1.806,77 dólares.

24.02.2021 Dólar em baixa após garantias da Fed

Depois da ligeira subida de ontem, o dólar dos Estados Unidos voltou às quedas esta quarta-feira, um dia depois de Jerome Powell ter garantido que a Fed vai manter o nível do seu programa de compra ativos até que haja "progressos substanciais" em direção à meta do banco central de uma taxa de inflação em torno de 2%.

O presidente do banco central dos Estados Unidos sinalizou também que  Fed não está sequer próximo de inverter a sua política expansionista apesar da sua confiança de que a atividade económica vai voltar a um nível mais normal este ano.

"A economia está muito longe das nossas metas de emprego e inflação, e é provável que demore algum tempo a alcançar progressos substanciais", disse Powell ao Comité Bancário do Senado na terça-feira.

Nesta altura, o índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais desliza 0,19%.

24.02.2021 Petróleo em queda ligeira com aumento das reservas nos EUA

O petróleo está em queda ligeira após duas sessões consecutivas de ganhos, penalizado pelos dados que apontam para a primeira subida das reservas nos Estados Unidos em cinco semanas.

Segundo o Instituto do Petróleo Americano, os inventários de crude aumentaram em 1,03 milhões de barris na semana passada, ao mesmo tempo que os da gasolina também subiram. Os dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos serão conhecidos esta quarta-feira.

Além destes números, a Bloomberg sinaliza que um indicador técnico aponta para que os preços da matéria-prima estejam demasiado elevados e a caminho de uma correção.

Nesta altura, o WTI, negociado em Nova Iorque, desliza 0,32% para 61,47 dólares enquanto o Brent cai 0,06% para 65,30 dólares.

24.02.2021 Bolsas europeias a caminho da terceira sessão de perdas

As bolsas europeias avançam para a terceira sessão consecutiva de perdas esta quarta-feira, 24 de fevereiro, com os investidores a avaliarem o risco de uma subida da inflação – que tem impulsionado as taxas de juro a nível global – apesar da garantia da Fed de que vai manter a sua política expansionista.

Os futuros do Euro Stoxx 50 descem 0,1%, enquanto os do S&P 500 deslizam 0,4%.

Ontem, o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell, assegurou que o banco central não está sequer perto de reverter a sua política acomodatícia.

Powell expressou ainda expectativas cautelosas para um regresso à atividade mais normal no final deste ano e disse que os juros mais altos das obrigações refletem otimismo económico, e não receios relacionados com a inflação.

"O mercado - enquanto aplaude a iminente generosidade orçamental, o crescimento económico mais forte e uma perspetiva de lucros marcadamente mais positiva - não pode deixar de se questionar se as pressões inflacionistas permanecerão 'transitórias', para usar a palavra favorita do presidente da Fed, Jerome Powell", disse Quincy Krosby, estrategista-chefe de mercado da Prudential Financial, citado pela Bloomberg.

Na sessão asiática, o japonês Topix caiu 1,8%, o sul-coreano Kospi desvalorizou 2,5%, o Hang Seng de Hong Kong recuou 3%, e o chinês Shanghai Composite depreciou 2%.
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