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Marcas viram-se para o digital e aligeiram custos das entregas

Marcas viram-se para o digital e aligeiram custos das entregas

Cadeias facilitam serviços para compras online, quando não podem fazer campanhas para atrair às lojas físicas.

Mal entrou em vigor a proibição de campanhas de comunicação de saldos e promoções para atrair clientes às lojas físicas, as empresas afinaram a mira para as lojas online: aposta em custos de entregas mais em conta ou no reforço dos serviços à distância.

"Tornámos a promover, de imediato, as entregas grátis em casa das compras feitas online e tem sido esse o foco da comunicação em múltiplos meios", adianta a Worten. "Lançámos uma nova campanha dos serviços tele-Resolve que junta o serviço Recolhe e Repara, que recolhe telemóveis, portáteis e pequenos eletrodomésticos em casa do cliente para reparação, ao serviço de assistência técnica remota, lançado em abril", diz. Embora atue numa área em que foi permitido manter as lojas abertas, com o novo confinamento, a Worten registou na loja online "cinco vezes mais vendas do que em igual período do ano passado".

Na Fnac, "as lojas estão abertas, mas na comunicação apelamos a um comportamento mais digital". Como? "Redirecionámos toda a comunicação para fnac.pt onde focámos toda a atividade promocional, nomeadamente, em reforço de stock e promoções online", adianta. Apostou em entregas gratuitas para compras de livros acima de 15 euros e para todos os aderentes ao cartão da cadeia, agora oferecido, dando acesso a portes grátis durante 3 anos.

Desde 15 de janeiro que a Ikea tem lojas e estúdios de planificação encerrados. "Tal como no primeiro confinamento, a nossa comunicação e operação está centrada na loja online", diz. Receber as compras em casa é mais barato. "Uma vez que os nossos Click&Collect e Pontos de Recolha de todo o país estão encerrados, baixámos em 10 euros o valor das entregas à porta.

No El Corte Inglés, a estratégia passou por canalizar para o online. "Temos reforçado a comunicação de todos os serviços que permitem ao cliente efetuar as suas compras sem saírem de casa", caso da Entrega no Dia (entregas em 2 horas) ou do El Corte Inglés Plus (por 19,90 euros, cliente não tem custos de entrega durante um ano).

A procura online na Auchan "sofreu um aumento", contudo, o retalhista garante manter a "dinâmica promocional habitual, dentro da legislação, sem necessidade de reforço de campanhas".

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No Continente, as ações promocionais seguem o calendário habitual nas lojas físicas e online. Com o novo confinamento, "notámos um ligeiro aumento das compras online, mas que não tem afetado a operação face a todas as valências criadas há cerca de um ano". Os clientes têm ao dispor o serviço Click&Go (compra online com recolha em loja, nesta fase gratuito) e o Entrega Zero (entregas ilimitadas durante 1 ano ou 100 dias, sem custos adicionais".

MUDANÇAS

Campanhas vedadas

Em loja, "as vendas com desconto de preço não estão proibidas, até seria irracional num momento de maior dificuldade das famílias, mas existe a proibição de publicidade a essas promoções nos meios de Comunicação Social, para evitar maior afluxo de clientes às lojas", lembra Rui Freire, diretor-geral da Initiative.

Cadeias adaptam-se

"As marcas têm canalizado uma maior fatia do seu investimento para gerar tráfego às suas plataformas online", uma aposta crescente nos últimos anos, diz Rui Freire.

O que se compra

Desde o confinamento, a Fnac tem detetado aumento da procura pelos eletrodoméstiscos, produtos de desporto e lazer, jardim e bricolage, informática, livros, jogos e brinquedos. Na Worten a procura incide nos eletrodomésticos, informática e entretenimento. Na Auchan, na "aquisição de produtos de primeira necessidade".

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