observador.ptobservador.pt - 23 fev 21:22

Mercado dos escritórios travou a fundo com novo confinamento e teletrabalho obrigatório

Mercado dos escritórios travou a fundo com novo confinamento e teletrabalho obrigatório

Procura por escritórios caiu 79% em janeiro na capital, e 94% no Porto face ao mesmo mês de 2020. Evolução reflete o novo confinamento geral e o regre...

Sem grandes surpresas, o mercado dos escritórios também está a ressentir-se com a pandemia. De tal forma que, em janeiro e na capital, a procura por novos espaços caiu 79% face ao mesmo mês de 2020, segundo um estudo da promotora e consultora imobiliária JLL. Já no Porto, a queda foi de 94%. A evolução reflete o regresso do confinamento e a obrigatoriedade do teletrabalho (em todos os concelhos e não apenas nos mais afetados).

No caso de Lisboa, a descida foi de 79% face aos 14.000 metros quadrados que foram transacionados em janeiro do ano passado. No Porto, a quebra chegou aos 94% relativamente aos 7.500 metros quadrados do período homólogo. Em ambos os casos, e se compararmos com o mês anterior, a redução foi na ordem dos 90%, aponta o estudo “Office Flashpoint”.

Esta evolução está ligada ao “novo confinamento geral, que veio impor a obrigatoriedade total do teletrabalho e que fez com que as empresas voltassem a colocar as decisões em relação aos seus escritórios novamente em suspenso”, segundo Marina Rosa, responsável pela área de arrendamento da JLL. Por isso, Marina Rosa defende que o mês de janeiro não seja considerado numa “antecipação de tendência para o restante ano”. “Como vimos ao longo de 2020, a procura continua a existir. E assim que a pandemia comece a dar condições para que se trabalhe e circule com alguma normalidade, a atividade ocupacional retoma”, considera.

A JLL adianta que, em Lisboa, contabilizaram-se cinco operações de arrendamento, em janeiro, “uma das quais com área superior a 1.000 m2”. Desta forma, a área média por operação recuou para 400 metros quadrados, “em parte influenciada por esta operação de maior dimensão”.

Já no Porto, os cerca de 500 metros quadrados de ocupação “traduziram-se na realização de três operações, refletindo-se numa área média por operação de 160 m2”.

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