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Quintana: paragens cardiorrespiratórias aumentam na pandemia

Quintana: paragens cardiorrespiratórias aumentam na pandemia

Médico Henrique Jones, que já trabalhou na Federação Portuguesa de Futebol, adianta ainda que as pessoas de raça negra têm maior propensão para problemas cardíacos. Guarda-redes de andebol do F. C. Porto continua nos cuidados intensivos.

Alfredo Quintana continua internado na unidade de cuidados intensivos do Hospital de São João, no Porto, na sequência da paragem cardiorrespiratória que deixou o universo desportivo em estado de choque. Segundo revelou, ao JN, fonte hospitalar, o guarda-redes do F. C. Porto prossegue "em coma induzido, estável, mas com prognóstico muito reservado".

Os casos de paragens cardiorrespiratórias, nota o médico Henrique Jones, ao JN, "parecem ter aumentado ligeiramente neste período de pandemia da covid-19", o que o faz considerar que possa haver aqui uma relação entre os dois problemas, embora ainda não exista qualquer estudo sobre esta possibilidade. Certo, explica ainda o especialista em medicina desportiva, é que "as pessoas de raça negra têm maior propensão a este problema" das paragens cardiorrespiratórias, devido a questões genéticas. "Por mais testes que se façam, não se conseguem evitar estes problemas", refere o antigo médico da seleção portuguesa de futebol.

O luso-cubano, de 32 anos, continua a lutar pela defesa mais importante da carreira, a da vida, mas o problema que o afetou também teve um impacto violento junto daqueles que assistiram ao sucedido, bem como dos que com ele mais privam no dia a dia. De acordo com informações recolhidas pelo JN, o F. C. Porto ofereceu toda a ajuda psicológica, tão necessária em casos inesperados e traumáticos como este, aos familiares de Quintana, bem como aos restantes jogadores do plantel do andebol azul e branco.

Nascido em Havana, Cuba, Quintana é casado com uma portuguesa e pai de uma bebé. A mulher, sabe o JN, visitou-o ontem no Hospital de S. João, no Porto. À noite, no Porto Canal, o diretor de Comunicação e informação dos azuis e brancos, Francisco J. Marques, referia: "Não haver notícia nesta altura é uma boa notícia. A situação é preocupante, vamos esperar que, tratando-se de um excecional atleta, consiga recuperar de uma situação tão grave como aquela que está a passar".

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