www.jn.ptjn.pt - 14 jan 21:05

″Fizemos tudo para evitar ​​​​​​​chegar a este ponto″, diz Costa

″Fizemos tudo para evitar ​​​​​​​chegar a este ponto″, diz Costa

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quinta-feira que o Governo fez todos os esforços possíveis para controlar a pandemia, defendendo que não há "um julgamento coletivo a fazer" pelo facto de o número de casos diários ter voltado a crescer.

Em entrevista à TVI, a propósito do novo confinamento geral que arranca esta sexta-feira, Costa recordou que "sempre que as regras foram cumpridas", os "efeitos foram evidentes", garantindo que o Governo não tem "prazer nenhum" em aumentar as medidas restritivas.

O primeiro-ministro adiantou ainda que o Ministério da Saúde esteve esta quinta-feira à tarde reunido com os três grandes grupos privados de saúde e que a CUF disponibilizou, de imediato, 20 camas para combate à pandemia, comprometendo-se a aumentar este número à medida da disponibilidade. Os outros dois grupos, acrescentou, "infelizmente" ainda não o conseguiram fazer, mas não fecharam a porta.

Ainda assim, segundo o chefe de Governo, "não tem sido por falta de acordo ou de vontade que não tem havido colaboração com os privados".

Sem admitir o recurso à requisição civil de profissionais do privado para o Serviço Nacional de Saúde, Costa disse que será feito "o que for necessário" mas que dará prioridade à negociação, frisando não ter havido "preconceito ideológico".

Sobre a manutenção das aulas presenciais e das escolas abertas, o primeiro-ministro sublinhou que é a faixa etária dos 20 aos 29 anos "que tem sido a tração do crescimento" da pandemia no país, mas não necessariamente na população universitária, e que os maiores aumentos de infeção junto da comunidade escolar "ocorreram nas férias".

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O governante admitiu que esta questão não é consensual entre os especialistas, mas que a comunidade escolar é a favor. Questionado sobre a realização "massiva de testes", de antigénio, nas escolas, respondeu que os critérios de priorização estão ainda a ser definidos pelos ministérios da Saúde e da Educação, e que o objetivo é isolar precocemente o mais possível e "quebrar cadeias de transmissão".

Custo será "enorme"

A nível da economia, o governante considerou que o "custo para o país vai ser enorme", mas que "a razão desta crise está na saúde" e não na economia, sublinhando ter "confiança" na sua superação.

Lembrando que o país chegou à crise pandémica com excedente orçamental, o chefe do Executivo saudou a colocação, quarta-feira, de dívida no mercado, a dez anos, com juros negativos.

Em relação à fiscalização do cumprimento das medidas e questionado sobre se os cidadãos não se irão aproveitar das exceções, António Costa garantiu que a "polícia tem bom olho para perceber quem está a aldrabar e quem está de boa fé", reafirmando o apelo para que as pessoas "fiquem em casa".

António Costa não quis comentar o caso dos jornalistas vigiados pelo Ministério Público, por "respeito pela separação de poderes". Mas disse estar "bem vacinado" em relação à importância da liberdade de imprensa, por ser filho de uma jornalista [Maria Antónia Palla] que se bateu por ela.

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