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Novos casos de Covid-19 não correspondem a um crescimento explosivo

Novos casos de Covid-19 não correspondem a um crescimento explosivo

A Assembleia da República aprovou quarta-feira o nono estado de emergência abrindo caminho ao novo período de confinamento no país até ao dia 30 de janeiro. No mesmo dia, a NOVA Information Management School (NOVA IMS) revela que “Portugal poderá estar a viver um aumento temporário do nível de novos casos de Covid-19”, mas que, de acordo com os seus especialistas em ciência de dados, “não corresponde a uma situação de crescimento explosivo”.
“O atual aumento do nível de novos casos deverá retomar o movimento descendente no espaço de 10 dias. O pico da incidência (novos casos) deverá acontecer em torno de 21 de janeiro, com valores abaixo dos 10 mil casos. Após esta data, a incidência deverá retomar o curso de descida observado antes do Natal. No final de janeiro a incidência deverá ser inferior a nove mil casos diários”, explica Pedro Simões Coelho, professor catedrático da NOVA IMS e coordenador do modelo Covid-19 Insights.
O dashboard CovidD-19 Insights é uma plataforma que disponibiliza e analisa informação referente à pandemia e aos seus impactos, com recurso a métodos analíticos avançados, que resulta da parceria entre a COTEC Portugal e a NOVA IMS.

Internamentos continuarão a subir

Já os internamentos deverão continuar a subir até ao final de janeiro, esperando-se nessa data um total de 6400 internados, dos quais cerca de 900 internados em cuidados intensivos.
As previsões do modelo apontam ainda para a possibilidade de ocorrência de 2600 mortes adicionais até ao final do mês, altura em que o total de vítimas mortais, desde o início da pandemia, deverá ultrapassar as 10 mil.
Os modelos do dashboard COVID-19 Insights incluem também, entre outros, os dados relativos à mobilidade dos portugueses e aos efeitos esperados do novo confinamento. Pedro Simões Coelho nota que, “desde o início do ano, a população retomou e até intensificou o nível de autorrestrição à mobilidade que se observava antes do Natal”. Na última sexta-feira, a deslocação a locais de retalho e diversão era cerca de 10% inferior à verificada a 18 de dezembro. Comparando as mesmas datas observa-se que a utilização de transportes públicos era igualmente cerca de 11% inferior e que a presença em zonas residenciais cresceu 3%.

Teletrabalho sem crescimento significtivo

Apenas a presença em locais de trabalho permanece largamente inalterada desde o início de outubro, mostrando que não existe crescimento significativo do teletrabalho.
“Trata-se de um movimento voluntário, que leva à retração da mobilidade dos portugueses, antecipando as restrições que serão brevemente impostas pelas autoridades. Uma tendência idêntica à observada em outubro/novembro, quando uma autorrestrição aos comportamentos de mobilidade antecipou em larga medida o estado de emergência decretado em finais de novembro”, informa a COTEC/NOVA IMS.
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