ionline.sapo.ptAfonso de Melo - 14 jan 09:46

N.º 44 da Rua do Alecrim

N.º 44 da Rua do Alecrim

Há nele uma necessidade tão imperativa da busca incessante de livros antigos, de documentos únicos, de peças de arte que, às vezes, preciso de o ouvir descrevê-las para perceber que estou, verdadeiramente, perante uma peça de arte.

O meu amigo Bernardo Trindade É uma daquelas personagens que ficaria bem em qualquer livro, talvez num de Otto Lara de Resende, O Príncipe e o Sabiá e Outros Perfis, por exemplo, no qual desenha retratos humanos desmedidos. Ou talvez nas crónicas de Nelson Rodrigues, A Vida Como Ela É.

Podia ter também lugar nas páginas de Bruce Chatwin, esse homem que sofria da doença de estar em casa e se tornou um viajante compulsivo, com emprego na leiloeira Sotheby’s, de Londres. 

Hoje, o Bernardo Trindade, assim por extenso, porque ele é um homem por extenso, fecha a porta da sua loja mágica pela qual esvoaçam, como traças douradas, milhões e milhões de letras e brilham com a intensidade de Sirius, a estrela da suprema magnitude, as capas e lombadas de obras imperdíveis. 

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