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PPM pede adiamento e diz que eleição será um ″perigo para a saúde pública″

PPM pede adiamento e diz que eleição será um ″perigo para a saúde pública″

O Partido Popular Monárquico pediu o adiamento das eleições presidenciais devido à pandemia. Defende que a ida às urnas pode representar "um perigo para a saúde pública".

O Partido Popular Monárquico (PPM) pediu este domingo o adiamento das eleições presidenciais, que deverão decorrer em janeiro, devido à pandemia. Justifica que a ida às urnas pode representar "um perigo para a saúde pública".

Numa nota enviada à agência Lusa, o presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, defende que "realizar eleições presidenciais nestas circunstâncias, entre estados de emergência e proibições de circulação e recolheres obrigatórios, é puramente uma ação de interesse político egoísta de uma classe fechada em si mesma e que não perdeu qualquer rendimento ou privilégio face aos demais cidadãos".

"Assim, o PPM pede o adiamento das eleições presidenciais para uma altura em que o superior interesse de saúde pública se encontre assegurado", refere.

No comunicado, Gonçalo da Câmara Pereira assinala igualmente que o Governo e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "pedem sacrifícios pessoais, económicos e sociais aos portugueses, em que muitos estão impedidos de contactos pessoais com familiares e, pior ainda, sem possibilidades de trabalhar e ganhar sustento financeiro".

O PPM não vai dar "qualquer indicação de votos aos seus militantes e simpatizantes, nem tampouco incentiva à abstenção ou voto nulo ou branco". Gonçalo da Câmara Pereira argumenta as candidaturas apresentadas até agora têm "fraca qualidade"

Em declarações à agência Lusa, defendeu que a questão do adiamento não se colocava nas eleições regionais dos Açores, que se disputaram no final de outubro, porque o país "ainda não estava na segunda vaga e não havia confinamentos".

Já para as eleições presidenciais, Gonçalo da Câmara Pereira prevê que "os candidatos não vão poder fazer campanha pelo país inteiro", devido a eventuais restrições.

No final de uma audiência com o Presidente da República, no final da semana passada, José Luís Ferreira, deputado do Partido Ecologista "Os Verdes" , revelou que Marcelo Rebelo de Sousa vai marcar na terça-feira as eleições presidenciais para 24 de janeiro.

Na declaração ao país de sexta-feira, o chefe de Estado afirmou que não hesitará em prolongar o estado de emergência o tempo que for necessário. Antecipou, ainda, que poderá haver "uma terceira vaga" entre janeiro e fevereiro do próximo ano.

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