expresso.ptexpresso.pt - 22 nov 23:14

Marques Mendes tem uma dúvida: se Costa fez apelo aos empresários devido aos feriados então porque não apelou ao PCP para adiar o congresso?

Marques Mendes tem uma dúvida: se Costa fez apelo aos empresários devido aos feriados então porque não apelou ao PCP para adiar o congresso?

Marques Mendes diz que o Governo está “aflito” com o Natal, considera que Costa tem de melhorar “a química com os portugueses” e não compreende por que motivo se apelou à dispensa de trabalhadores na véspera de feriados mas não se fez o mesmo para adiar o congresso do PCP

Sem criticar diretamente o Governo ou o PCP, Marques Mendes disse no seu habitual comentário de domingo na SIC que o primeiro-ministro deveria apelar ao adiamento do congresso do PCP do próximo fim de semana e falar com o secretário-geral Jerónimo de Sousa: “Se estivéssemos num país com bom senso, o primeiro-ministro podia fazer um apelo ao PCP para adiar o congresso”. Até porque António Costa, na comunicação ao país este sábado, “fez um apelo aos empresários e aos patrões para suspenderem a laboração na véspera” dos feriados de 1 e de 8 de dezembro com o objetivo de conter os contágios da pandemia.

Na opinião do comentador da SIC, o que está “aqui em causa é a perceção de que há filhos e enteados”. Se Jerónimo de Sousa e o PCP optassem por adiar o congresso, “toda a gente os ia aplaudir - isto não é uma questão de esquerda ou direita, é uma questão de bom senso”.

Sobre o facto de António Costa ter dito que o Governo não pode fazer nada em relação à realização deste congresso que tanta polémica está a levantar por ser em modo presencial, Marques Mendes diz: “Não acho que o primeiro-ministro tenha toda a razão” nesta matéria: “face à lei, o PCP tem todo o direito de organizar o congresso” mas a questão é “política, de bom senso”.

Interpelado por Clara de Sousa sobre uma eventual ligação da realização do Congresso à aprovação do Orçamento do Estado, Marques Mendes lembrou que o PCP já teve “ganhos de causa no Orçamento - o lay-off já foi melhorado”.

O Natal e a química de Costa com os portugueses

Marques Mendes elogiou a comunicação que o Presidente da República fez ao país na última sexta-feira: “Foi exigente com o Governo sem deixar de ser solidário”, teve a preocupação de lembrar aos partidos políticos que estamos a viver um momento em que se colocam grandes desafios ao país e ao mundo e que numa altura destas é imperativo gerar consensos na sociedade - não se trata de falar em “união nacional” mas é altura de haver “unidade nacional”.

Na opinião de Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa teve a preocupação de “falar verdade” aos portugueses quando referiu que pode vir aí uma terceira vaga de covid-19 em janeiro ou fevereiro, lembrando que “falar verdade é dizer as coisas, sejam [elas] coisas boas ou sejam más”.

Em relação ao Natal, o comentador da SIC acha que o Governo “está um pouco aflito”, que o primeiro-ministro nada disse sobre esta quadra tradicionalmente festiva e com muitas deslocações e reuniões familiares, que “a sensação que se tem é que o governo está com medo de tomar medidas”.

O primeiro-ministro só tem vantagens “em anunciar o mais rápido possível” o que pensa fazer para que os portugueses possam organizar-se e planear o que irão fazer ou o que poderão fazer: só “falando com clareza e com verdade” é que Costa conseguirá – na opinião de Mendes – ���criar uma boa química com as pessoas”.

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