expresso.ptexpresso.pt - 22 nov 21:16

Portugal abusa de cuidados agressivos em oncologia

Portugal abusa de cuidados agressivos em oncologia

Intervenção afeta qualidade do fim de vida de 70% dos doentes

A doente tinha um cancro avançado e o prognóstico era muito negativo. O médico que a acompanhava nada escondeu, recomendando que a fase final fosse vivida de forma tranquila. Não foi esta a compreensão da doente, que se recusou a parar com os tratamentos mais invasivos. O prognóstico confirmou-se e a mulher morreu, sem retirar benefícios das medidas adotadas.

A história real, e que reflete o que se passa no quotidiano dos médicos, é partilhada por Diogo Martins Branco, oncologista no Instituto Português de Oncologia de Lisboa e autor principal de um estudo que constatou que “Portugal apresenta uma elevada prevalência de agressividade terapêutica em fim de vida para doentes oncológicos”. De acordo com a investigação, sete em cada dez doentes com cancro que morreram num hospital público em Portugal continental entre 2010 e 2015 foram expostos a cuidados considerados agressivos. Uma média superior à de outros países da União Europeia, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

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