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Curtas-metragens ″Ruby″ e ″Invisível Herói″ premiadas em festivais internacionais

Curtas-metragens ″Ruby″ e ″Invisível Herói″ premiadas em festivais internacionais

O filme "Ruby", realizado por Mariana Gaivão, recebeu este sábado em Roma, Itália, o Prémio Cervantes para a melhor curta-metragem criativa no Medfilm Festival, enquanto "Invisível Herói", de Cristèle Alves Meira, foi premiado no Festival de Liubliana, Eslovénia.

O mais recente filme de Cristèle Alves Meira, que se estreou no Festival IndieLisboa e teve a sua estreia internacional na Semana da Crítica, em Cannes, em 2019, recebeu o Prémio de Melhor Filme de Curta Metragem na 31.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Liubliana, na Eslovénia.

O "Invisível Herói" é uma coprodução luso-francesa que relata a procura de Duarte, um invisual de 50 anos, pelo seu amigo Leandro, um imigrante cabo-verdiano misteriosamente desaparecido.

A curta-metragem já foi apresentada em cerca de 30 festivais internacionais e já ganhou vários prémios, como o Prémio do Público, em Leiden, na Holanda, e o Prémio de Melhor Filme Europeu no Festival de Curtas Metragens de Clermont-Ferrand, entre outros.

Cristèle Alves Meira, que tem formação como atriz e trabalhou como encenadora de teatro, está agora a preparar a sua primeira longa-metragem, "Bruxa", que será filmada em Trás-os-Montes, no próximo ano.

O filme "Ruby", de Mariana Gaivão, estreou-se em Portugal em julho e já tinha recebido o prémio para Melhor Realização no festival Curtas de Vila do Conde.

Posteriormente, foi mostrado em festivais como o de Roterdão (IFFR), nos Países Baixos, o Festival de Palm Springs, nos Estados Unidos da América, e o festival Nouveau Cinéma de Montréal, no Canadá.

O júri que premiou hoje o filme destacou "a mestria" com que foi rodado, "com planos longos e fortes, sons e luzes que misturam as personagens nos espaços".

O filme retrata "uma juventude em autodescoberta, acompanhando a jovem Ruby, filha de pais ingleses exilados no interior de Portugal, nos dias antes da sua melhor amiga, Millie, regressar ao país natal. Desenvolvido com não atores dentro da comunidade local, conta com a participação de Ruby Taylor e Millie Romer", é referido em comunicado.

Mariana Gaivão começou o seu percurso como montadora, tendo colaborado em filmes exibidos nos festivais de Cannes, Berlim, Veneza e Locarno, entre outros.

A sua primeira curta-metragem, "Solo", também se estreou no Curtas de Vila do Conde e venceu, entre outros, o prémio para Melhor Curta-Metragem do Festival Nouveau Cinéma de Montreal.

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