visao.sapo.ptluisdelgado - 20 nov 22:21

Visão | Marcelo farto de meias medidas

Visão | Marcelo farto de meias medidas

Nesta crise pandémica, é o primeiro discurso do chefe de Estado em que põe toda a pressão no Governo, que define e executa as medidas, e exige o mesmo vigor e determinação de todos os que têm responsabilidades, sejam políticas ou de outra natureza. Atuar é agora, julgar será depois

Marcelo não perdeu tempo, nem poupou na clareza da situação, e na necessidade de que as novas medidas, embora seletivas, sejam suficientemente duras e restritivas para entrarmos em 2021, na provável ou certa terceira vaga, com capacidade de sobrevivência. Todos. Os doentes Covid e os não Covid, que estão a morrer sem apoio nem ajuda. O Presidente está a ficar farto de meias medidas, de expetativas infundadas, e de soluções que não funcionam. Isso foi muito visível. Agora e noutras ocasiões. Renovou o estado de emergência, e fará o mesmo tantas vezes quantas forem necessárias, para salvaguardar o primeiro de todos os direitos: a vida. Todas as vidas.

A nossa história não é diferente de tantas outras, mas poderia ter sido mais bem gerida, bastando para isso seguir os melhores exemplos na Europa. Não foi o que fizemos. Longe disso. Temos sempre um pé enterrado no desenrasca, no logo se vê, no deixa andar. Até explodir.

E quem já explodiu, ou em vias disso, foi o SNS, que está sem capacidade para aguentar mais internamentos e cuidados intensivos, E isso paga-se com a morte. E com o abandono dos outros doentes. O Presidente não disse, mas repetiu diversas vezes que não podemos chegar a uma situação crítica, ou ter de tomar decisões críticas, que não é mais do que a escolha entre quem vive e quem morre. Infelizmente já lá estamos.

Com este discurso ao País, o Presidente da República pediu decisões sem hesitações, bem escolhidas, mas suficientemente duras para terem algum efeito, antes que chegue a vaga do início do ano. Vamos ter vacinas, não seremos os primeiros nem os últimos, mas a Covid não espera, não descansa, e não se acobarda. Até lá, infelizmente, muitas vidas vão desaparecer, seja pelo vírus, seja por qualquer outra patologia não seguida nem acompanhada. São os pesados danos colaterais da Covid-19, como se não bastassem os causados pelo SARS-CoV-2.

. Há eleições bastantes para isso, recordou o PR.

Vamos ver o que faz o Governo. No combate à pandemia, e na sobrevivência económica do país. São tarefas gigantescas, mas os Governos existem para isso.

NewsItem [
pubDate=2020-11-20 22:21:48.0
, url=https://visao.sapo.pt/opiniao/ponto-de-vista/linhas-direitas/2020-11-20-marcelo-farto-de-meias-medidas/
, host=visao.sapo.pt
, wordCount=347
, contentCount=1
, socialActionCount=0
, slug=2020_11_20_1373512002_visao-marcelo-farto-de-meias-medidas
, topics=[opinião, linhas direitas]
, sections=[opiniao]
, score=0.000000]