expresso.ptexpresso.pt - 18 out 19:13

Ártico nunca descongelou tanto desde o fim da Idade do Gelo

Ártico nunca descongelou tanto desde o fim da Idade do Gelo

As alterações climáticas podem fazer com que o Ártico degele mais neste século do que nos últimos 12 mil anos, após o fim da Idade do Gelo. O verão de 2035 pode ser o primeiro sem gelo na região

A extensão do gelo do Oceano Ártico atingiu o registo mais baixo verificado desde 2012. A Gronelândia, por exemplo, está a caminho de degelar mais neste século do que nos últimos 12 mil anos, após a última Idade do Gelo, de acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica “Nature Climate Change”.

No mês de setembro, a camada de gelo que cobre o planeta era inferior a 4 milhões de quilómetros quadrados e a tendência, desde 1979, é de uma perda de 14% por década.

Com este cenário, o verão de 2035 pode ser o primeiro sem gelo na Região Ártica, algo que está a preocupar fortemente a comunidade científica.

“O declínio da camada de gelo do Ártico no verão é um dos sinais mais claros e inequívocos da mudança climáticos”, frisa Julien Nicolas, cientista que integra o programa de observação da Terra da União Europeia.

“Estamos com toda a certeza a ver as alterações climáticas em ação porque os verões quentes são cada vez mais quentes e os invernos não são tão frios quanto antigamente”, explica Mark Serreze, diretor do Centro de Dados de Neve e Gelo, citado pela Associated Press.

Nos últimos trinta anos, entre 1990 e 2020, o Ártico perdeu 3 milhões de quilómetros quadrados de gelo, o que é equivalente ao dobro do somatório dos territórios de Espanha, Alemanha e França.

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