eco.sapo.pteco.sapo.pt - 17 out 18:26

StayAway Covid. Costa diz que houve “aumento significativo” de emissão de códigos de infetados

StayAway Covid. Costa diz que houve “aumento significativo” de emissão de códigos de infetados

Costa assegura que não só houve, nos últimos dias, um aumento das pessoas a descarregar a StayAway Covid, como também subiu o número de códigos de infetados emitidos pelos médicos.

O primeiro-ministro, António Costa, garante que, nos últimos dias, não só aumentou o número de pessoas que descarregaram a StayAway Covid, como também subiu de modo “significativo” o número dos códigos de infetados emitidos pelos médicos para serem introduzidos na referida app de rastreio. Num “encontro” digital promovido pelo PS, o chefe do Executivo sublinhou que “há um grande desconhecimento” sobre essa ferramenta, o que justifica “grande parte da reação” à intenção do Governo de a tornar obrigatória em determinados contextos, como o laboral e o educativo.

Houve um aumento exponencial, nestes dias, das descargas [da app] e houve um aumento de outra coisa: Houve um aumento muito significativo do número de códigos emitidos pelos médicos e do número de comunicações de alerta na rede do StayAway Covid e isso é muito importante que aconteça, porque não basta ter a aplicação. Se as pessoas com quem eu estou estão infetadas e não carregam o alerta, não o recebo. Se eu estiver infetado e não fizer o alerta, não alerto ninguém”, afirmou o primeiro-ministro.

Este sábado, o Público avançou, citando dados do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, que até ao momento só foram gerados 730 códigos de infetados para serem introduzidos na app.

Ao mesmo jornal, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) revelou, além disso, que há “alguma confusão” em volta destes procedimentos, tendo apontado alguns problemas na sua implementação: “Um dos problemas é que, muitas vezes, temos de ditar este código por telefone porque a pessoa está em casa. Outro é o facto de o código desaparecer depois de algum tempo”.

Na mesma linha, o presidente do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (que coordena a app) defendeu, também em declarações ao Público, que é preciso alterar a forma de obtenção dos códigos.

De acordo com a legislação em vigor, cabe ao médico obter junto da plataforma Trace Covid o código que tem, depois, de ser introduzido pelos infetados com o novo coronavírus na app StayAway Covid de modo a que as pessoas que estiveram perto nos últimos 15 dias, por mais de 15 minutos e a uma distância inferior a dois metros, sejam alertadas. Esse processo está a registar, no entanto, alguns problemas, garantem várias vozes.

Além disso, esta semana, o Governo entregou no Parlamento uma proposta de lei que torna obrigatória a instalação da StayAway Covid em determinados contextos, como o laboral e o educativo.

António Costa explicou, contudo, este sábado, que tal não significa que as forças de segurança poderão pedir aos portugueses para “abrir a mala e mostrar o telemóvel”. “Isso não faz sentido”, declarou o primeiro-ministro, referindo que “grande parte da reação” é justificada por um “grande desconhecimento sobre a app“.

Questionado sobre o Orçamento do Estado para 2021, o chefe do Executivo frisou que a proposta só chumbará se o Bloco de Esquerda e o PCP “somarem os seus votos à direita”. E não excluiu um Orçamento Retificativo no próximo ano, se a evolução da pandemia e da recuperação económica a isso obrigarem.

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