expresso.ptexpresso.pt - 17 set 11:27

Governo tinha 90 milhões para apoiar criação de emprego. Dois meses depois, pedidos superaram os 487 milhões

Governo tinha 90 milhões para apoiar criação de emprego. Dois meses depois, pedidos superaram os 487 milhões

Procura de apoios para fomentar a economia no Interior do país ultrapassou os 272 milhões de euros e foi “avassaladora”, garante a Ministra da Coesão Territorial ao “Público”. Reforço das verbas do programa poderá acontecer, mas primeiro é preciso analisar bem as candidaturas e escolher só os "bons projetos"

O programa do Governo lançado em julho para apoiar a criação de emprego teve uma verba inicial de 90 milhões. Agora, dois meses depois e terminada a primeira fase da iniciativa, a procura excedeu largamente essa verba: foram pedidos 487,5 milhões, distribuídos por 4434 candidaturas. Por isso, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, não garante que seja aberta uma segunda-fase.

“O que posso afirmar”, disse a governante ao “Público”, é que “esta medida provou ser eficaz e ser necessária, pelo que vai continuar a existir no próximo ciclo, com as adaptações que forem necessárias”. Ana Abrunhosa garante que “o objectivo era apoiar a criação de 1600 postos de trabalho e com esta procura já se pode dar esse objectivo como garantido”.

A medida avançou com três programas distintos, explica o “Público”: o +CO3SO Empreendedorismo Social, o +CO3SO Emprego Urbano e o +CO3SO Emprego Interior. Na primeira área apareceram 263 candidaturas, para uma procura de fundos de 30 milhões de euros. Já a procura de apoios para criar postos de trabalho no interior foi mesmo “avassaladora: 2435 candidaturas, com uma procura de fundos de cerca 272 milhões de euros. A vertente urbana teve 1736 candidaturas, que totalizaram 195 milhões de euros.

Sobre se o programa vai ser reforçado no futuro, hipótese avançada há dois meses, a ministra mostra cautela. “Aqui não estamos a falar de um reforço. Os reforços são pequenos aumentos, aqui é uma mega inundação, uma procura avassaladora. (...) Mas vamos ver os projectos. Se tivermos condições de reforçar, reforçaremos sempre que estiverem em causa bons projectos. Mas só podemos dar essa garantia depois de analisar as candidaturas, uma análise que deverá ser feita num período rápido”, afirmou.

1
1