expresso.ptexpresso.pt - 17 set 13:46

Pedro Abrunhosa adquire 2% na dona da TVI e das rádios Comercial e Cidade

Pedro Abrunhosa adquire 2% na dona da TVI e das rádios Comercial e Cidade

Já são conhecidos donos da quase totalidade da posição da Prisa na Media Capital. Todos os negócios aguardam a concretização de cláusulas suspensivas para se concretizarem

Há 17 anos, em 2003, Pedro Abrunhosa deu voz ao génerico de abertura da telenovela da TVI "O Teu Olhar". Agora, a ligação ao canal de Queluz de Baixo vai intensificar-se. O cantor e compositor português Pedro Abrunhosa tem acordo para ficar com 2% da Media Capital, dona da TVI e de várias rádios, com destaque para a Comercial. Tal como nos restantes investidores que anunciaram estas participações na empresa de media, há um contrato de promessa de compra e venda, mas a concretização do negócio ainda aguarda pelo cumprimento de cláusulas suspensivas.

O investimento do músico na Media Capital será feito através da Boom Studios, empresa de que é sócio gerente, segundo a informação que a sociedade enviou através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No comunicado, Pedro Abrunhosa não revela qual o valor do investimento que fez para a compra desta posição acionista à Prisa, cujo contrato de promessa foi assinado a 4 de setembro. Segundo cálculos do Expresso, a partir da compra de 0,6763 euros por ação, o investimento será de 1,1 milhões de euros.

A Prisa aguarda a luz verde de alguns credores para poder concretizar a alienação da sua participação de 64% na Media Capital. São vários os investidores que assinaram o contrato de compra e venda, e que aguardam por essa autorização para se tornarem efetivamente acionistas. Só que a CMVM quis que, mesmo sem essa autorização, os acionistas comunicassem quais as percentagens que podem adquirir, como revelou o Expresso este fim-de-semana.

O músico fica assim acionista na Media Capital, que, além da TVI, tem uma empresa nas rádios: Comercial, M 80, Cidade e Smoth. Mário Ferreira, dono da Douro Azul, torna-se, com a saída do grupo espanhol Prisa, no principal acionista da empresa.

Abrunhosa e Mário Ferreira, ambos empresários do norte do país, juntam-se agora na estrutura da Media Capital, depois de terem estado juntos em abril de 2019, na inauguração do navio cruzeiro World Explorer, nos Estaleiros West Sea de Viana do Castelo, onde também esteve o primeiro-ministro António Costa (na foto).

Já se conhecem futuros donos de 62%

Além de Pedro Abrunhosa, houve uma outra comunicação de uma nova participação esta quinta-feira, 17 de setembro: António Carvalho, com residência em Cascais, que também adquiriu ações equivalentes a 2% do capital da Media Capital. Não há qualquer informação adicional sobre este futuro acionista.

Nesta nova estrutura, em que Mário Ferreira já é dono de 30% (e será o principal acionista da Media Capital), há outros investidores com participações mais relevantes, todas adquiridas à Prisa.

A empresa Triun, liderada por Paulo Gaspar (filho de Avelino Gaspar, proprietário do grupo Lusiaves) confirmou, na quinta-feira, ter acordo para adquirir 20% da Media Capital. Já o grupo das tintas CIN controla uma sociedade veículo onde se reúnem empresários, que tem entendimento para ficar com 16% da empresa.

O grupo de construção IBG International Business Group, que também tem participação na seguradora Caravela, tem acordo para ficar com 11,9725% da empresa de media. Segundo foi noticiado, será através desta participação que Tony Carreira se tornará acionista, mas não há qualquer referência desse facto no comunicado à CMVM.

Há também um outro acionista, com 5%, mas a sociedade através da qual será feita esse investimento está ainda em processo de constituição. É o advogado Pedro Mendes Ferreira que assina essa comunicação, mas a sua participação direta será inferior, devendo haver outros investidores neste posição.

Já a Fitas e Essências, que tem um sócio maioritário Stéphane Rodolphe Piciotto, administrador da empresa têxtil Confetil, celebrou um acordo com vista à aquisição de 3% da Media Capital.

Cristina Ferreira usou a empresa que tem com o pai, a DoCasal Investimentos, para comprar 2,5% da companhia.

Sem preços

Nenhum dos comunicados que deu entrada no site da CMVM adianta qual o preço a que as aquisições foram feitas. O Expresso avançou que as transações seriam realizadas a 67,63 cêntimos por ação.

A Prisa deverá receber 36,9 milhões de euros pela venda de toda a sua posição.

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