expresso.ptexpresso.pt - 16 set 23:07

Covid na Europa: segunda vaga de casos não tem reflexo nas mortes associadas à doença - uma infografia

Covid na Europa: segunda vaga de casos não tem reflexo nas mortes associadas à doença - uma infografia

Há um contraste claro entre a evolução do número de novos casos de covid-19 e as mortes associadas à doença. Veja os dados, os gráficos e acompanhe a evolução dos números da pandemia nos 54 países e territórios europeus

Com o regresso das férias de verão, Portugal e muitos outros países europeus têm visto os números de novos contágios subirem. São vários os países que estão atualmente numa fase ascendente da pandemia e a globalidade dos números já é superior à da primeira vaga. A linha que faz o registo diário dos casos permite antever que esta segunda onda será mais expressiva, ainda agora se iniciou e já ultrapassou o topo da primeira mas esse mesmo registo, no que diz respeito às mortes associadas à doença, não acompanha a tendência.

Os óbitos europeus estão claramente estabilizados. Desde o início de julho que o valor médio se fixou abaixo dos 400 óbitos por dia.

O aumento do número de casos dentro dos Estados-membros da União Europeia tem maior destaque em Espanha e em França, que mostram valores absolutos altos juntamente com um rácio elevado entre o número de casos por 100 mil habitantes.

Portugal está em tendência ascendente há mais de três semanas mas ainda tem valores semanais abaixo das piores semanas da primeira vaga.

As potências europeias são os países com números mais altos

Na Europa Ocidental são os países com maior PIB, e também os mais populosos, os mais afetados pela pandemia: Espanha, França, Reino Unido, Itália e Alemanha. Estes cinco países concentram 45% dos casos acumulados de covid-19 na Europa e 69% do número de mortes associadas à doença. Todos eles, com exceção da Alemanha, estão em tendência ascendente. Espanha e França já ultrapassaram claramente os valores mais altos da primeira fase da pandemia.

Nos restantes países da Europa Ocidental, o crescimento tem sido mais gradual e os valores estão só agora a 'despertar'.

Países nórdicos

A Suécia tem o maior número acumulado de casos confirmados no grupo dos países nórdicos, mais de 87 mil desde março. Tem também uma curva epidemiológica atípica: o pico da primeira fase da pandemia foi atingido mais tarde, já em meados de junho, quando os restantes países vizinhos já tinham a situação controlada. Atualmente os números absolutos estão equiparados aos da Dinamarca, embora a taxa de incidência sueca, 20 casos nos últimos 14 dias por 100 mil habitantes, só seja superior à da Finlândia: 10 casos. Neste indicador a Dinamarca destaca-se, pela negativa, com mais de 48 casos em 14 dias por 100 mil habitantes.

Países de leste e as ex-repúblicas soviéticas

Rússia e Ucrânia lideram os números da pandemia nos países de leste. A República Checa está numa fase ascendente, enquanto a Polónia, depois de um verão marcado severamente pela pandemia, está numa fase de maior controlo. Destaque ainda para a Hungria, que teve tantos casos nas duas últimas semanas como nos restantes meses de pandemia.

Pequenos e 'micropaíses'

A maioria destes territórios são ilhas ou têm características insulares. A mobilidade baixa, em tempo de pandemia, pode ser uma vantagem na exposição das populações a fatores externos. São estes os países que se evidenciam com facilidade nas comparações dos rácios entre países. É com alguma frequência que mesmo surtos pouco significativos afetem de imediato as estatísticas nacionais. Os valores atuais são praticamente inexpressivos nestes 13 territórios, à exceção de Malta, que teve 148 casos na última semana, e de Andorra, que está numa fase ascendente há mais de 5 semanas.

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