pplware.sapo.ptpplware.sapo.pt - 15 set 23:00

COVID-19: Faculdade cria app de "uso obrigatório" e já há queixas

COVID-19: Faculdade cria app de "uso obrigatório" e já há queixas

A Associação D3 começou a receber queixas contra a app de “registo obrigatório por razões de segurança” da faculdade Information Management School

Face à pandemia de COVID-19, algumas instituições de ensino procuram soluções alternativas para dar continuidade à lecionação de aulas. As soluções digitais têm sido um forte apoio, especialmente nas aulas remotas, mas há também soluções para “controlar” de forma segura as presenças físicas.

A faculdade Information Management School (IMS) da Universidade Nova de Lisboa criou uma app, de uso obrigatório, para o registo de assiduidade e as queixas já chegaram à Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais.

App funciona como um livro de ponto digital

A Associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais começou a receber queixas contra a aplicação de “registo obrigatório por razões de segurança” da faculdade Information Management School (IMS) da Universidade Nova de Lisboa. À Renascença, Ricardo Lafuente, que integra a direção da D3, diz que app funciona como “um livro de ponto digital”.

De acordo com o site onde foi publicada a informação…

É indispensável que todos façam o download desta app de forma a poderem fazer o check in sempre que estiverem em ambiente de sala de aula. O objetivo deste check-in passa por registar a presença dos alunos que assistam presencialmente às aulas, para efeitos de gestão de risco de contágio.

Este registo é obrigatório por razões de segurança. Desta forma, para que juntos possamos prevenir e minimizar o contágio, é importante efetuar o download da App @NOVA IMS, disponível nos sistemas Android e iOS.

Face a tal “obrigatoriedade”, a D3 começou a receber as primeiras queixas. Segundo Lafuente da D3, em declarações à Renascença, a app da NOVA IMS serve para, em caso de surto, “a faculdade notificar os possíveis infetados com base nas presenças em determinadas aulas”.

A Renascença tentou contactar a NOVA IMS para tentar obter mais informações sobre a aplicação e confirmar se esta foi autorizada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, até ao momento sem sucesso.

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