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Trabalhadores do armazém da DIA Portugal em protesto por aumentos salariais

Trabalhadores do armazém da DIA Portugal em protesto por aumentos salariais

“É urgente valorizar estes trabalhadores que estiveram sempre a trabalhar durante a pandemia”, defende o sindicato.

Os trabalhadores do armazém da Dia Portugal, em Valongo, distrito do Porto, em greve desde quarta-feira até sábado, realizam na sexta-feira um protesto por aumentos salariais e melhores condições de trabalho, anunciou hoje fonte sindical.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) diz que em causa está a negociação do contrato coletivo de trabalho (CCT) “pelo aumento dos salários para todos os trabalhadores, por melhores condições de segurança e saúde no trabalho e por horários dignos que respeitem a vida profissional e familiar”.

Os trabalhadores, que segundo disse à Lusa o dirigente sindical Luís Figueiredo, cumprem uma greve que “começou no dia 05 e termina no dia 08”, realizam na sexta-feira “uma ação de protesto e denúncia” que inclui uma concentração junto ao armazém central da Dia Portugal, em Valongo, e outra em frente à loja Clarel, no Porto.

O sindicato acusa a Dia Portugal, que detém a cadeia de supermercados Minipreço, de desrespeitar os trabalhadores “com a sua política de baixos salários e nos horários praticados, nomeadamente, no cumprimento do direito ao horário flexível de trabalhadores que tenham filhos até aos 12 anos”.

“Por todo o país existem problemas nesta empresa no que respeita ao horário flexível”, afirma o CESP que diz que a Dia Portugal “é a empresa do setor da grande distribuição que paga os salários mais baixos”.

“É urgente valorizar estes trabalhadores que estiveram sempre a trabalhar durante a pandemia”, defende o sindicato, sublinhando que “as vendas líquidas da Dia Portugal cresceram 4,3% no 1.º trimestre 2020”.

Contactada pela Lusa, a Dia Portugal afirma que “pauta a sua atuação pelo rigoroso cumprimento da lei laboral vigente em Portugal, nos 620 estabelecimentos que opera em território nacional”.

“Nunca, em momento algum, a direção da DIA Portugal menosprezou os direitos individuais de trabalho dos seus colaboradores, mantendo contactos regulares com a Comissão de trabalhadores e com as instituições representativas dos seus direitos”, continua a empresa.

Segundo a Dia Portugal, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) “está neste momento numa fase crítica da negociação do Contrato Coletivo do setor, que está em fase de mediação no Ministério do Trabalho, estando a decorrer os prazos previstos para este instrumento que se espera que seja diferenciador para um setor fundamental para a economia nacional”.

A empresa diz ainda que está disponível para “encontrar plataformas de diálogo e concertação em benefício de todos”.

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