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Comité da OMS antecipa que pandemia durará muito tempo

Comité da OMS antecipa que pandemia durará muito tempo

Atualmente três potenciais vacinas estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) antecipou que a pandemia irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo.

Segundo dados oficiais da OMS, a pandemia já provocou 675.060 mortos e infetou quase 17,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência na sexta-feira, avaliou a evolução da pandemia de Covid-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião.

"A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização.

O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que “muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora a enfrentar novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão a ver os casos e os mortos a aumentar, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los”.

Entre as principais recomendações que o Comité de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países serviços médicos mais fragéis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a covid-19.

O objetivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar. Ou seja, defendeu o Comité, a distribuição de vacinas deve ser o mais equitativa possível.

Atualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos da América, Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização “na primeira metade de 2021”.

Relativamente às viagens, o Comité indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular. Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contactos.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 680 mil mortos e infetou mais de 17,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

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