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Rastreio serológico na Universidade Nova de Lisboa: 2,9% com anticorpos para o SARS-COV-2

Rastreio serológico na Universidade Nova de Lisboa: 2,9% com anticorpos para o SARS-COV-2

O rastreio serológico realizado na Universidade Nova de Lisboa em junho alcançou um total de imunidade entre funcionários e alunos equivalente ao que foi registado no país: apenas 2,9% apresentaram anticorpos para o vírus SARS-COV-2

No rastreio serológico da Universidade Nova de Lisboa, realizado entre 15 e 30 de junho, foram testados de forma voluntária e gratuita 1645 docentes, outros funcionários não docentes e alunos. A maioria das pessoas testadas foram mulheres (66%) com idades compreendidas entre os 17 e 76 anos. Curiosamente, dos 1645 participantes, 48 apresentam anticorpos IgG para o vírus SARS-COV-2, ou seja, 2,9% tiveram contacto com o novo coronavírus. Este foi o mesmo resultado da imunidade nacional, de acordo com os resultados avançados na passada sexta-feira pela ministra da Saúde sobre o rastreio serológico realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública Dr. Ricardo Jorge.

Na Universidade Nova de Lisboa, os participantes com serologia positiva apresentaram características demográficas semelhantes às da população testada, também aqui a maioria foram mulheres (67.4%), com idades compreendidas entre 17 e 66 anos, o que equivale a uma média de idade de 40 anos.

Quase metade (43%) dos casos positivos disseram ter tido pelo menos um episódio de sintomas sugestivos de covid-19, sendo os referidos com maior frequência a tosse e o cansaço, no período de fevereiro a junho de 2020. Contudo, apenas dois participantes reportaram o diagnóstico definitivo de covid-19 (através da realização de um teste de diagnóstico, RT-PCR) na altura em que referiram ter os sintomas. Nesse período, 20% dos participantes com serologia positiva, assumiram ter viajado para o estrangeiro, sendo os destinos mais frequentes Espanha e Inglaterra. Entre fevereiro e junho, 11% dos participantes infetados, afirmaram ainda terem tido contacto próximo com doentes diagnosticados com covid-19.

De acordo com o protocolo deste estudo, os 48 participantes com serologias positivas e ainda todos os participantes com sintomas sugestivos ou contactos com doentes nas últimas duas semanas, foram convidados a efetuar teste de diagnóstico RT-PCR. Apenas um revelou apresentar uma positividade baixa, com teste negativo RT-PCR na repetição efetuada alguns dias depois.

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