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A magnífica ascensão de Marcelino Sambé. Dos subúrbios pobres de Lisboa ao Ballet de Londres

A magnífica ascensão de Marcelino Sambé. Dos subúrbios pobres de Lisboa ao Ballet de Londres

A sua história é de conto de fadas. Ou de filme de Hollywood. O menino mulato que cresceu num bairro pobre dos subúrbios de Lisboa é agora bailarino principal e estrela maior do Royal Ballet de Londres. Uma conversa sobre o mundo da dança e dos seus egos, o sangue africano, a sexualidade e as ambições do miúdo que deixou o Alto da Loba e aterrou com estrondo no topo do ballet mundial

Quando o diretor do Royal Ballet anunciou a promoção de Marcelino Sambé, no ano passado, ninguém ficou realmente surpreendido. Sambé, de 26 anos, tem tido uma ascensão meteórica na hierarquia de uma das companhias de bailado mais prestigiadas do mundo. Em 2012 transitou diretamente da academia de Londres (The Royal Ballet School) para a companhia. São poucos os alunos que o conseguem. Nos anos seguintes foi pulando degraus na carreira, com promoções sucessivas para as posições de primeiro artista (2014), solista (2015), primeiro solista (2017) e, finalmente, bailarino principal (2019), o nível mais alto. “Marcelino tem uma personalidade maravilhosa, que tanto encanta o público como os colegas na companhia”, comentou na altura Kevin O’Hare, diretor do Royal Ballet desde 2012.

Filho de mãe portuguesa e pai guineense (falecido no início do século), Marcelino cresceu no bairro do Alto da Loba, em Paço de Arcos, nos arredores de Lisboa. Entrou para a Escola de Dança do Conservatório Nacional com 9 anos. A infância algo complicada, de pobreza e muita instabilidade familiar, foi virada do avesso quando foi adotado pelos pais de uma colega (um ano mais velha) do Conservatório. Marcelino prefere não falar daquele passado “difícil, algo escuro”. “Encontrei a minha família verdadeira”, diz.

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