expresso.ptexpresso.pt - 2 ago 14:37

Turismo britânico: “O verão, para Portugal, está perdido”

Turismo britânico: “O verão, para Portugal, está perdido”

A imposição de quarentena a quem vem de Portugal perturba turistas, emigrantes e operadores turísticos. Mas a vigilância não parece estar a ser muito rígida e é difícil perceber o critério que leva Londres a decidir que países entram na lista negra

Jay Simon tem uma paixão (quase) tão grande pelo Algarve como pelo Leeds United FC, o clube da sua terra natal. As viagens para Lagos com a mulher ou os compinchas da bola e da cerveja são uma espécie de peregrinação obrigatória que gosta de cumprir todos os anos. Jay, de 49 anos, teve viagens marcadas para o Algarve em abril e em junho, mas a pandemia trocou-lhe as voltas. Agora tem reserva para o final de agosto, mas acha que a viagem não vai acontecer. “Já a marquei e desmarquei duas vezes e receio bem que volte a acontecer”, diz. “Se a quarentena não for alterada, não tenho alternativa. Não posso ficar em casa duas semanas. Algumas pessoas têm patrões razoáveis, outras não. A quarentena pode ter como consequência o despedimento. Tenho de cancelar.”

Portugal continua fora da lista de “destinos seguros” do Ministério dos Transportes britânico, que tem sofrido atualizações nas últimas semanas. Terça-feira, por exemplo, voltou a incluir países europeus como a Estónia, a Letónia, a Eslovénia e a Eslováquia, mas passou a excluir a Espanha. Presentemente contempla países como a Austrália, a Coreia do Sul ou a Turquia, bem como 22 estados da União Europeia, mas exclui Suécia, Luxemburgo, Bulgária e Roménia. Quem entrar no Reino Unido vindo destes países “inseguros” terá de cumprir autoisolamento de 14 dias numa morada fixa do Reino Unido. Duas semanas sem sair de casa, nem para fazer exercício físico. As multas podem atingir as mil libras (€1106).

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.

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