expresso.ptexpresso.pt - 1 ago 13:09

Rio deixa porta aberta, Ventura diz-se disposto a ceder (um pouco)

Rio deixa porta aberta, Ventura diz-se disposto a ceder (um pouco)

Marcelo mais preocupado com futuro da direita. PSD espera por um Chega mais moderado — que está disposto a negociar. Ventura pressiona CDS para não apoiar Marcelo. “Chicão” adia a decisão

Não se pode dizer que a porta à direita esteja escancarada — mas está a abrir-se lentamente. Quer Rui Rio quer Francisco Rodrigues dos Santos têm dito ad nauseam que só aceitarão conversar com o Chega se este se moderar e largar as posições “radicais” e “populistas” que têm marcado a sua linha de atuação política. Publicamente, André Ventura tem ridicularizado os recados de PSD e CDS, acusando o primeiro de querer ser a “dama de honor” de António Costa e o segundo de estar desesperado por ser uma “cópia” do Chega. No entanto, Ventura está disposto a fazer cedências para acordos à direita, nomeadamente com o PSD, desde que sejam assumidos compromissos a meio caminho na reforma da Justiça, do sistema fiscal e político — temas muito caros a Rui Rio.

Como e em que termos se pode materializar um acordo desta natureza é prematuro concretizar. Mas é o próprio André Ventura quem reconhece a necessidade dessa aliança ao Expresso: “Não tenho ilusões, nas próximas eleições não vamos ter mais votos do que o PSD. E precisamos também que a direita reassuma o seu lugar.” Nas entrelinhas: por muito que o líder do Chega garanta que há bandeiras de que não abdica — como a prisão perpétua e a castração química para pedófilos, por exemplo —, poderá colocar-se o cenário em que seja chamado a apoiar um Governo de Rio; e, nesse caso, o caminho é o de negociar cedências.

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