expresso.ptexpresso.pt - 1 ago 19:37

Dados sobre pandemia mostram redução ligeira, mas precaução é para manter

Dados sobre pandemia mostram redução ligeira, mas precaução é para manter

Três semanas depois do último encontro no Infarmed, Governo mandou à oposição documento sobre evolução da pandemia

A situação epidemiológica do país parece mais estabilizada desde os primeiros dias de julho, com “indícios de início de uma redução ligeira”, mas a tendência ainda é frágil e o número de casos acumulados nas últimas semanas aconselha a que se adote uma “atitude de precaução” e a “manutenção consistente das medidas”, sem facilitar. As conclusões surgem da análise dos dados sobre a pandemia que estavam prometidos aos partidos desde que as reuniões quinzenais no Infarmed terminaram, e que acabaram por ser enviados pelo Governo ontem à tarde, por e-mail, após três semanas sem partilha direta de informação. Nesse período, o Executivo decidiu o levantamento do estado de calamidade nas 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa mais atingidas, embora mantendo grande parte das restrições.

Desde a última reunião no Infarmed, a 8 de julho, que a oposição exigia ao Governo que enviasse os dados que costumavam ser transmitidos naqueles encontros, tendo o BE aprovado no Parlamento um requerimento com esse efeito. Isto apesar de ter frisado que um e-mail que faz o ponto de situação das últimas semanas — o mesmo ponto de situação que Marta Temido partilha nas reuniões do Conselho de Ministros e que serve de base para a tomada de decisões — não é equivalente a estar cara a cara com os especialistas, que davam uma “interpretação mais fina” dos dados. Também o Governo vem agora reconhecer a importância das reuniões: “Em setembro terá de existir sempre algo mais” do que a transmissão da informação, porque “há decisões importantes a tomar, por exemplo relativamente ao ano letivo”, sublinha fonte do Executivo. Com uma convicção: “O inverno vai ser diferente”, e nessa altura convirá envolver os restantes partidos nas decisões.

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.

1
1