www.sabado.ptleitores@sabado.cofina.pt (Sábado) - 1 ago 12:33

Pessoas que marcam

Pessoas que marcam

Hoje em dia o conceito de marca pessoal está cada vez mais na moda. As pessoas que conseguem desenvolver uma marca pessoal forte e autêntica, são pessoas recordadas e, grande parte das vezes, admiradas por nós. - Opinião , Sábado.

As questões que se prendem com desafios no âmbito da confiança e autoestima passam muitas vezes pelas comparações que fazemos com personalidades e indivíduos que conhecemos (numa esfera mais privada ou não). Hoje não quero falar sobre comparações, porque isso remete-nos para a ausência de autenticidade, e muitas vezes para o foco na carência. Isso não nos traz prosperidade, antes pelo contrário.

As empresas, os profissionais, os projectos, os Líderes, os grupos, as iniciativas precisam cada vez mais de indivíduos autênticos. Não vamos confundir (por favor!) autenticidade com arrogância, nem com snobismo, e muito menos com falta de humildade. Ser autêntico é ser-se corajoso para seguir valores próprios e bases pessoais inegociáveis. Não ter receio de juízos de valor, porque tudo o que fazemos em nome da nossa autenticidade veio de dentro de nós e das nossas melhores intenções.

Hoje em dia o conceito de "marca pessoal" está cada vez mais na moda. As pessoas que conseguem desenvolver uma marca pessoal forte e autêntica, são pessoas recordadas e, grande parte das vezes, admiradas por nós. Casos como o de Cristiano Ronaldo, o de Luís Figo, o do nosso Presidente da República – Professor Marcelo Rebelo de Sousa, Barack Obama, Madonna, entre outros. Ok… podem não ser admiradas, mas de certeza que não nos são indiferentes. Que palavra associamos a cada uma destas personalidades?

O mesmo se passa com as marcas que tantos seguidores transportam consigo: Apple, Coca-Cola, Starbucks, por exemplo. Se pedirmos às pessoas para resumirem numa palavra o que é que estas marcas lhes transmitem, com certeza que conseguiremos respostas interessantes. E porquê? Porque estas marcas são autênticas, não agradam a todos nós, mas ninguém lhes é indiferente. E se é indiferente, é porque ainda não as conhece.

A boa notícia é que todos nós podemos ser a "Coca-Cola" na empresa onde trabalhamos. Todos podemos ser a Apple lá de casa. Todos podemos ser o Barack Obama do nosso bairro. Porque não? A que medos estamos a decidir dar ouvidos?

E sobre este tema gostaria de falar sobre uma linha comum a tudo o que referi até ao momento: ser-se uma pessoa ou uma marca de palavra. Ou seja: uma pessoa ou uma marca que cumpre o que promete. Regra de ouro para o desenvolvimento de marcas pessoas e / ou profissionais!

As pessoas que nos marcam são de confiança, cumprem com o prometido. São aquelas pessoas cuja integridade se torna inquestionável. O Cristiano Ronaldo quando promete qualidade, entrega qualidade. É inquestionável, penso que nesta fase já poucos se atrevem a duvidar que ele não entregará um resultado satisfatório (muitas vezes até perfeito!). O facto de muitas vezes não atingir aquilo a que se propõe torna-o humano aos nossos olhos, o que lhe permite desenvolver uma enorme empatia com a maioria de nós. Sim, as grandes marcas pessoais também "falham", e isso é que as torna humanas, autênticas. Isso aproxima pessoas.

Cumpra com o que promete, comprometa-se somente com assuntos, temas e projectos que sabe que pode cumprir / entregar. Se não pode cumprir, avise o quanto antes.

Ser autêntico também tem que ver com a noção clara relativamente aos nossos limites. Diga "não" sempre que necessário, numa perspectiva de salvaguardar a sua integridade, e o seu brio pessoal e / ou profissional.

Atrevo-me a perguntar, em jeito de desafio final: Numa palavra, o que o/a define a si?

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