expresso.ptexpresso.pt - 1 ago 17:52

Patrões pedem a Marcelo uma equipa para gerir os fundos europeus

Patrões pedem a Marcelo uma equipa para gerir os fundos europeus

Marcelo registou receios das confederações patronais pela falta de preparação do Estado para lidar com avalanche de verbas da UE

Marcelo chamou os parceiros sociais para medir a temperatura e percebeu que esta não pára de subir: os empresários temem uma falência em massa de empresas face à queda da economia (14,5% no segundo trimestre). O sector do turismo mostrou-se em pânico, especialmente com a situação no Algarve (Albufeira, sem britânicos, foi descrito como um caso de tragédia), mas também com Lisboa e Porto; a CCP (comércio e serviços) idem, aspas; a CIP muito preocupada com a indústria, pedindo medidas no Orçamento de 2021. Em comum, todos acreditam que a revisão das regras do lay-off só torna mais difícil uma situação de tesouraria já muito delicada. E olham para o plano de Costa Silva para a retoma com uma preocupação especial: que a burocracia do Estado trave a distribuição em tempo útil do dinheiro que vier de Bruxelas, única esperança para que não se dê uma hecatombe. Nessa medida, houve um pedido feito por todos a Marcelo: que interceda junto do Governo para que seja criada uma equipa especial no âmbito do Estado para acelerar a “bazuca” (forma como António Costa classificou o montante que foi distribuído a Portugal para os próximos anos).

“Temos sérias dúvidas sobre se o Estado tem capacidade e qualificação suficientes para gerir o volume de verbas que aí vem e que é o dobro ou o triplo do que se gastava nos últimos anos”, resumiu o presidente da CCP, João Vieira Lopes. A progressiva redução de quadros técnicos qualificados, que se tem verificado na Administração Pública nas últimas décadas, é um dos motivos de preocupação para os empresários, a que se juntam os riscos de uma má utilização dos dinheiros públicos e a abertura de portas a “esquemas de corrupção que sempre existem”, diz Vieira Lopes.

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