expresso.ptexpresso.pt - 1 ago 20:33

TAP. Reestruturar e dar vida à companhia é a missão do novo presidente

TAP. Reestruturar e dar vida à companhia é a missão do novo presidente

Ramiro Sequeira terá de acelerar retoma. Atividade está 92% abaixo do habitual

Faltam quatro meses para a TAP apresentar o plano de reestruturação em Bruxelas, um processo exigente e que ainda não começou verdadeiramente. Quem o vai conduzir será o novo presidente, Ramiro Sequeira. O responsável pela atividade operacional da TAP desde 2018 foi o escolhido por Pedro Nuno Santos para executar a difícil tarefa de fazer a transição da gestão de Antonoaldo Neves até ao próximo presidente, em simultâneo com um duro processo de reestruturação, no meio da maior crise de sempre do sector da aviação. O ministro das Infraestruturas desdobrou-se nos últimos dias em contactos, inclusive com potenciais candidatos, mas o eleito acabou por ser Ramiro Sequeira. Um operacional que antes de aterrar na TAP teve uma experiência de 13 anos em Espanha — primeiro na Vueling e depois na Iberia. Em Portugal, esteve na Air Luxor e na Portway.

O ministro das Infraestruturas tinha deixado claro que não seria Antonoaldo Neves a fazer o plano de reestruturação. Mas demorou praticamente um mês a anunciar uma solução, depois de a 2 de julho ter dito que o presidente trazido pelo acionista norte-americano, David Neeleman, não iria continuar. Tratando-se de um cargo de curto prazo, para uma tarefa que será hercúlea, uma vez que vai ser preciso negociar com sindicatos, fornecedores e Bruxelas, não era fácil encontrar quem tivesse perfil para o fazer e aceitasse. Ramiro Sequeira é especialista em segurança, pontualidade e produtividade da tripulação. Coordena tudo o que são questões técnicas e pilotos, por exemplo. Terá agora a missão de encolher a TAP à medida que a Comissão Europeia deixar. Foi essa a moeda de troca para a luz verde ao empréstimo de €1,2 mil milhões.

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