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Vista Alegre Atlantis passa a prejuízos de 3,4 milhões de euros no 1.º semestre

Vista Alegre Atlantis passa a prejuízos de 3,4 milhões de euros no 1.º semestre

Quebra no volume de negócios na primeira metade do ano, sobretudo no segmento de "porcelanas e complementares", penalizou as contas da empresa que tinha registado lucros no mesmo período de 2019.

O grupo Vista Alegre Atlantis teve prejuízos de 3,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2020, que comparam com lucros de 3,7 milhões de euros no mesmo período de 2019, divulgou este sábado a empresa.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo que detém as marcas centenárias Vista Alegre e Bordallo Pinheiro indicou que o volume de negócios caiu 26% para 42,6 milhões de euros.

A maior descida no volume de negócios foi no segmento de ‘porcelanas e complementares’, tendo caído 62% em termos homólogos para 9,7 milhões de euros.

Já o segmento de ‘grés forno’ aumentou 48% para 14,7 milhões de euros. Em ‘faiança’ o volume de negócios desceu 17% para 3,1 milhões de euros, em ‘grés mesa’ caiu 9% para 10 milhões de euros e em ‘cristal e vidro’ caiu 26% para 5,1 milhões de euros.

Os mercados externos representaram 83,2% do volume de negócios da empresa entre janeiro e junho.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 65% para 4,1 milhões de euros.

A dívida consolidada era, em 30 de junho, de 106 milhões de euros, praticamente estável face a dezembro passado.

No segundo trimestre deste ano, a Vista Alegre Atlantis assegurou a contratualização de duas novas encomendas no valor de 16,2 milhões de euros para o segundo semestre.

A Vista Alegre Atlantis disse ainda que, em junho, o volume de negócios superou o de período homólogo atingindo 9,2 milhões de euros (acima dos 8,7 milhões de euros de junho de 2019), o que considera um “importante sinal da recuperação gradual da sua atividade face ao cenário negativo vivido no pico da pandemia”.

Esta semana, o grupo anunciou a retoma da atividade em pleno a partir de hoje (1 de agosto), deixando de recorrer “a quaisquer medidas de lay-off” em todas as empresas.

“Apesar das circunstâncias excecionais que se vivem e do cenário de incerteza no contexto da pandemia covid-19, têm-se verificado sinais de recuperação gradual da atividade da VAA”, pode ler-se no comunicado, onde o grupo realça que o volume de negócios em junho aumentou 6% face ao período homólogo.

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