expresso.ptexpresso.pt - 1 ago 14:13

“Mais cedo ou mais tarde, Mário Centeno terá de explicar Novo Banco”, diz Joaquim Miranda Sarmento, o Centeno de Rui Rio

“Mais cedo ou mais tarde, Mário Centeno terá de explicar Novo Banco”, diz Joaquim Miranda Sarmento, o Centeno de Rui Rio

A fórmula económica “está esgotada”, o fantasma megalómano de José Sócrates anda por aí e o Governo “não sabe o que fazer”. Em entrevista ao Expresso, Joaquim Miranda Sarmento, porta-voz do Conselho Estratégico Nacional (CEN) do PSD e mais do que provável ministro das Finanças de Rui Rio (se tal vier a acontecer), aponta fragilidades ao plano de Costa Silva, fecha a porta a António Costa no Orçamento, critica a “arrogância” de Pedro Nuno Santos e não esquece a responsabilidade de Mário Centeno no Novo Banco. “É a primeira grande incompatibilidade"

Rui Rio disse ao Expresso que, no essencial, o plano de Costa Silva não lhe oferecia “grande oposição”. Façamos o exercício ao contrário: que aspetos critica neste plano?
Faltam-lhe três coisas: prioridades — tudo é prioritário naquele programa; quantificação; e objetivos. Além disso, o programa tem muito pouco sobre como modernizar a Administração Pública, como tornar a Justiça mais eficiente e célere, como alocar os recursos e muito pouco sobre como tornar o território mais coeso.

Já resumiu o plano de Costa Silva como a “velha receita do passado” com queda para “obras megalómanas”. Teme uma repetição dos últimos anos de Sócrates?
O risco até é superior. Os fundos europeus, por si só, não resolvem o problema da economia portuguesa. Entre 1995 e 2019, Portugal recebeu 100 mil milhões de fundos europeus e aumentou a sua dívida pública em 200 mil milhões de euros. E a economia cresceu em termos acumulados 10%. Receio que estejamos a aplicar a mesma receita dos últimos 20 anos a este pacote financeiro. Não vai resultar. O essencial da estratégia para a década tem de estar na competitividade da economia, nas empresas, na melhoria do capital humano, na investigação, na atração do investimento estrangeiro. Temos de dar menos relevância ao Estado e às grandes obras públicas.

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