expresso.ptexpresso.pt - 30 jun 22:12

O que já sabemos e o que continuamos sem saber sobre a covid-19 seis meses depois

O que já sabemos e o que continuamos sem saber sobre a covid-19 seis meses depois

Desde que a Organização Mundial de Saúde deu conta dos primeiros casos de “pneumonia de causa incerta” em Wuhan, na China, muito se descobriu sobre a covid-19, desde logo que o vírus se transmite entre pessoas, mesmo na ausência de sintomas, e não apenas dos animais para o ser humano, como se pensava antes. Mas há muitas perguntas que continuam sem resposta. Por exemplo: Haverá uma segunda vaga? E qual é o verdadeiro papel dos assintomáticos na transmissão? Quão longa será a espera por uma vacina? Meses, anos? A pressa é inimiga da perfeição científica, mas há forma de acelerar o caminho para o tratamento?
As perguntas que ainda não têm resposta

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) surgiu em 2003 e espalhou-se por 26 países. Infetou oito mil pessoas e causou pelo menos 774 mortos. Até janeiro deste ano, quando o coronavírus SARS-CoV-2 começou a assumir dimensões globais, a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS) tinha provocado 866 mortes em 2.519 casos. A SARS e a MERS estão ambas associadas a coronavírus que não são tão facilmente transmissíveis como o SARS-CoV-2, o vírus que provoca a doença covid-19. São já perto de 10,5 milhões os casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, mais de meio milhão os mortos e mais de cinco mil os recuperados à escala global. A maior dificuldade de transmissão da SARS e da MERS, quando comparadas com a covid-19, prende-se com o facto de aquelas necessitarem de um contacto próximo com os infetados, sendo que estes tendem a não transmitir o vírus antes de apresentarem sintomas.

Qual é papel dos assintomáticos na transmissão?
Desafiada pelo Expresso a indicar as principais perguntas sobre a covid-19 que ainda não têm resposta, a médica de saúde pública Teresa Leão avançou duas. “Qual é o papel exato dos assintomáticos na transmissão do vírus e se, de facto, o risco de transmissão é tão elevado quanto nas pessoas que são sintomáticas? Qual é a efetividade do uso da máscara na proteção comunitária da doença, comparando com o distanciamento social?”, enumerou.

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