eco.sapo.pteco.sapo.pt - 30 jun 21:31

Airbus vai suprimir 15 mil postos de trabalho

Airbus vai suprimir 15 mil postos de trabalho

Supressão de postos vai afetar 5.100 postos de trabalho na Alemanha, cinco mil na França, 1.700 no Reino Unido, 900 em Espanha e 1.300 em outros países.

A Airbus vai suprimir “cerca de 15 mil postos” de trabalho, o que corresponde a 11% dos efetivos, em todo o mundo até ao verão de 2021, sem excluir despedimentos, para “redimensionar a sua atividade na aviação comercial”.

Esta eliminação de empregos, segundo comunicado do grupo aeronáutico divulgado hoje, resulta da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, e vai afetar 5.100 postos de trabalho na Alemanha, cinco mil na França, 1.700 no Reino Unido, 900 em Espanha e 1.300 em outros países.

Parte destas eliminações de emprego respeitam à filial francesa Stelia Aerospace e à alemã Premium Aerotec.

“Se bem que medidas forçadas (despedimento puro e duro) não possam ser excluídas neste momento, a Airbus vai trabalhar com os seus parceiros sociais para limitar o impacto do plano com recurso a várias medidas, como saídas voluntárias e reformas antecipadas, bem como desemprego parcial de longa duração nas atividades que o permitam”, adiantou o construtor aeronáutico, que tenciona concluir as negociações com os sindicatos este ano.

O plano social visa a supressão de 14.931 empregos, dos quais 4.952 em França (3.488 no segmento dos aviões comerciais e 1.464 na Stelia Aerospace), segundo o sindicato CGE-CGC, que entende que “deve ser recusada qualquer saída forçada de assalariados do grupo”.

A Airbus, que reduziu em abril a sua cadência de produção em mais de um terço, devido ao colapso do mercado do transporte aéreo, está “confrontada com a crise mais grave que este setor alguma vez conheceu”, declarou o presidente executivo da Airbus, Guillaume Faury, citado no texto.

“As medidas tomadas até agora pela empresa permitiram absorver o choque inicial desta pandemia. Devemos agora assegurar a durabilidade da empresa e garantir a nossa capacidade de emergir da crise como líder global do setor aeroespacial, adaptando-nos aos desafios imensos que enfrentam os nossos clientes”, acrescentou.

As supressões de empregos agora anunciadas afetam o segmento da aviação comercial, o mais importante do grupo, e não envolve o Airbus helicópteros nem o Defesa e Espaço.

Confrontada com um mercado problemático, este último tinha anunciado em fevereiro em plano de reestruturação que previa eliminar 2.665 postos de trabalho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 505.500 mortos e infetou mais de 10,32 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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