rr.sapo.ptOpinião de Ribeiro Cristovão - 30 jun 10:54

Bater no fundo

Bater no fundo

Tornou-se inevitável a saída de Bruno Lage do Benfica.

Não causou surpresa de maior aquilo que aconteceu ontem à noite no Funchal, após o jogo ali disputado entre o Marítimo e o Benfica.

Perdido o desafio, por força de mais uma má exibição da equipa comandada por Bruno Lage, tornou-se inevitável a saída do treinador.

Foi a segunda derrota consecutiva, a que se seguiu uma vitória do FC Porto em Paços de Ferreira, o que provocou um distanciamento ainda maior entre os dois ocupantes dos lugares da frente da classificação, e que deixou à mercê dos portistas a conquista do título de campeão nacional.

Seis pontos de diferença poderiam ser recuperáveis se, primeiro, os encarnados tivessem mostrado até aqui futebol de qualidade e, depois, se ainda estivéssemos longe do cumprimento total do calendário. Infelizmente para os encarnados, nem uma nem outra coisa acontecem, pelo que as coisas devem estar arrumadas por agora.

Em consequência de mais uma má noite das águias, o seu treinador atirou a toalha ao chão e despediu-se de um cargo onde obteve ainda recentemente retumbante sucesso.

A verdade é que a sua permanência na condução da equipa já vinha a ser posta em causa há algum tempo, tendo a derrota de ontem no Caldeirão precipitado os acontecimentos.

Lage colocou o seu lugar à disposição, Vieira aceitou, mas nada disso indica que o calvário do Benfica tenha chegado ao fim. Agora, e antes de tudo, terá de ser preenchida a vacatura, e depois procurar substituto a título definitivo. E essa não vai ser tarefa fácil.

Em paralelo, e no calor da noite, o presidente do Benfica colocou também a possibilidade de se juntar a Lage e abandonar o comando na nau encarnada, cada vez mais difícil de controlar.

A contestação sobe de tom a cada dia que passa, a nau bateu no fundo, e há que refletir sobre como vai ser possível recolocar o clube no lugar que tem ocupado nos últimos anos.

Convenhamos que se trata de tarefas hercúleas, ainda mais difíceis porque se aproximam eleições, e agitam a família benfiquista porque estão muitas coisas em jogo.

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