expresso.ptexpresso.pt - 23 mai 11:53

Vamos falar de drogas? Uma paródia alucinada para o desconfinamento

Vamos falar de drogas? Uma paródia alucinada para o desconfinamento

Gente famosa, de Sting à já desaparecida Carrie Fisher, fala-nos das suas experiências com drogas em “Have a Good Trip: Adventures in Psychedelics”. As vedetas devem estar loucas

O psicadelismo e as drogas alucinogénicas têm um longo currículo na história do cinema desde que entraram na cultura pop com os seus caleidoscópios e cores berrantes na década de 60 do século XX. Do thriller de John Boorman “Point Black” às “Daisies” da checa Vera Chytilová, de “Zabriskie Point” de Antonioni ao “Easy Rider” de Dennis Hopper, dos série B de Roger Corman e Russ Meyer a “Yellow Submarine” com os Beatles, até ao ainda mais célebre “2001: A Space Odyssey”, de Stanley Kubrick, não faltam exemplos de obras sobre ‘estados alterados’, herdeiras mais ou menos longínquas das primeiras manifestações surrealistas no cinema e do incontornável “Un Chien Andalou”, de Buñuel. São filmes que “destruíram as senis ideias cartesianas”, isto para citar uma frase da ‘bíblia’ sobre a matéria, “Le Surréalisme au Cinéma”, de Ado Kyrou.

Numa altura em que, desconhecendo o mundo pós-coronavírus, temos de nos beliscar para acreditarmos no que nos aconteceu, eis que aparece um desempoeirado documentário de hora e meia para temperar a pandemia, com mãos-cheias de gente famosa e disposta a contar o que lhe aconteceu nas suas experiências tóxicas. “Have a Good Trip: Adventures in Psychedelics” não é propriamente um documentário sobre as maravilhas da trip (quando ela corre bem...), venha a dita de cogumelos, do cato peiote, do LSD ou de outras drogas lisérgicas. Também não é, descansem as almas, filme de encorajamento ao consumo de drogas ilícitas para arrancar em beleza uma fase de desconfinamento com arco-íris ao fundo.

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