expresso.ptClara Ferreira Alves - 23 mai 09:27

O que seria de nós sem as presidenciais

O que seria de nós sem as presidenciais

A romaria das presidenciais é o nosso momento zen, como se diz agora. Está ralado com a vida? Pense nas presidenciais. É como imaginar que está a nadar nas águas límpidas de uma praia azul com areia branca

Há quem se entretenha com tudo. Um jornal inglês trazia uma notícia sobre o modo como a indústria das sobrancelhas está a navegar o confinamento. Ora aqui está um tema de estremecer. Em Portugal, temos mais altas distrações. Nada de tão mundano como as sobrancelhas e a sua indústria. Em Portugal, só temas com elevação. Desde o conselheiro Acácio que assim é. Em Portugal, a oito meses de distância, estamos preocupados com as presidenciais. As inexoráveis presidenciais.

O leitor acorda de manhãzinha, despenteado e estremunhado, a pensar, meu Deus, quem será o candidato da esquerda agora que o Marcelo tem o apoio do Costa? Meu Deus, vamos entregar a direita ao Ventura justamente quando ele acaba de ser despedido pelo “Correio da Manhã”? Um homem sem nada para comentar é um homem perigoso. Agora que ele ficou desempregado vamos dar-lhe de mão beijada o país? E a Ana Gomes, vai ou não ponderar ser candidata e, se ponderar, vai ou não ser candidata? Meu Deus, a democracia está ou não está suspensa no PS? E o Manuel Alegre está com a Ana Gomes ou ela é muito à direita? Como enfrentar o dia sem saber a resposta a estas perguntas?

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